Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo o milho recuou 0,24% em dia em que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu os estoques finais da safra 21/22, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “O mercado reagiu com ar muito blasé acerca do relatório oficial da Conab sobre a situação do quadro de oferta e demanda do milho no Brasil”, comenta.
“Como todos sabemos, o estoque final é o ponteiro do relógio de qualquer quadro de Oferta e Demanda no mundo. Com isto, a redução de 8,9% deveria sacudir o mercado, mas o que se viu hoje foi uma nova queda de 0,24% nas cotações do primeiro mês cotado. E por quê? Porque serão suficientes para encostar na próxima safra, que será 9,5% ou 10,94 MT maior do que a safra anterior e está às portas. Não há, portanto, necessidade de aumentar os preços. Aparentemente haverá matéria-prima para todos, mesmo contando com o aumento das exportações”, completa.
“Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam de forma mista: o vencimento maio/23 fechou a R$ 59,00, baixa de R$ - 0,14 no dia e baixa de R$ -3,47 na semana; julho/23 fechou a R$ 59,16, alta de R$ 0,17 no dia e baixa de R$ -2,64 na semana; o vencimento de setembro/23 foi de R$ 61,15, baixa de R$ -0,01 no dia e baixa de R$ -2,66 na semana”, indica.
Em Chicago o milho fechou em baixa com perspectiva de boas safras no mundo. “A cotação de maio fechou em baixa de -2,01% ou $ -13,00/bushel a $ 632,50. A cotação para julho 2023, início da nossa safra de inverno, fechou em baixa de -1,98% ou $ -11,75 bushel a $ 582,25. O milho de Chicagon devolveu a alta do dia anterior e fechou em queda, com o mercado prudente um dia antes da divulgação do relatório Wasde”, conclui.