Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) o milho retornou dos feriados mercado recuando, com dólar e Chicago, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “A volta dos feriados de Carnaval registrou queda de 0,12% o dólar e de 0,95% nas cotações da CBOT, tirando totalmente o suporte dos exportadores brasileiros, nesta quarta-feira. Com isto, as indústrias ficaram mais à vontade no mercado interno, sem disputar mercado e mantendo ou até reduzindo as cotações, com repercussão nas cotações do mercado futuro de São Paulo”, comenta.
“Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em queda no dia e no comparativo semanal: o vencimento março/23 fechou a R$ 88,37, queda de R$ 0,59 no dia e de R$ 1,01 na semana; maio/23 fechou a R$ 89,17, queda de R$ 0,17 no dia e de R$ 1,82 na semana; o vencimento de julho foi de R$ 87,44, queda de R$ 0,46 no dia e de R$ 0,98 na semana”, completa.
Em Chicago o milho fechou em queda, puxado pelas quedas do trigo e da soja. “A cotação de março fechou em queda de 0,95% ou $ 6,50/bushel a $ 674,0. A cotação para julho 2023, início da nossa safra de inverno, fechou em queda de 0,78% ou $ 5,25 bushel a $ 664,0. Os futuros do milho recuaram, acoplados à queda da soja e do trigo. Foco continua na evolução do clima na América do Sul e na demanda externa nos EUA”, indica.
“O Ag Outlook Forum do USDA está programado para começar quinta e sexta-feira e deve definir o tom inicial para novos S&Ds de safra - até que o relatório de intenções de março e os números WASDE iniciais de maio sejam divulgados. A Argélia supostamente encomendou 30-40k MT de milho argentino por meio de licitação. A FLC da Coréia do Sul supostamente encomendou 65 mil toneladas de milho sem lançar uma licitação - para ser proveniente dos EUA ou da América do Sul. A MFG da Coréia do Sul está no mercado por 69k MT de milho forrageiro via licitação”, conclui.