A bolsa de mercadorias esteve em recesso neste dia 9 de julho, em razão do feriado em São Paulo, em comemoração ao dia da revolução constitucionalista, de acordo com a TF Agroeconômicas. Entre os traders, porém, a expectativa é que o mercado desta segunda-feira (12/07) reflita as altas e a boa liquidez no mercado físico, onde negócios foram realizados até mesmo perto dos R$ 100,00 a saca.
“Vale ressaltar que o cenário internacional também não apresenta grandes volumes de estoque e, segundo muitos analistas, a oferta restrita não é uma situação particular ao Brasil. Assim, mesmo o milho importado tem despontado em preços próximos ou acima dos R$ 90,00 a saca, haja visto que hoje, o estoque mundial está previsto em 89 dias. Em seu fechamento, a B3 apresentou alta para os principais vencimentos, com liquidez maior para vencimentos de médio a longo prazo, como os contratos de dezembro ou mesmo março de 2022. O mercado fechou os vencimentos de julho a R$ 95,26 a saca (+1,34%); setembro a R$ 97,40 (+1,56%); novembro a R$ 98,40 (+1,87%) e janeiro a R$ 99,20 (+1,74%)”, comenta a consultoria.
Em Chicago os futuros caem por chuvas e espera do relatório Wasde. “Os futuros do milho foram muito pressionados pela chegada das chuvas e temperaturas mais baixas no Centro-Oeste. Os mapas estariam indicando isso pelos próximos 15 dias. Na mesma linha, houve ajustes de posição esperando o relatório desta segunda-feira. O mercado desconta nos preços um aumento na estimativa de produção dos EUA”, indica.
“Com isto, os futuros do milho voltaram a cair, marcando o quarto dia de perdas nos últimos cinco pregões desde o pico após a divulgação dos estoques trimestrais e relatórios de plantio no final de junho. No fechamento, o contrato de setembro havia perdido mais de $ 0,11/bu para chegar a $ 5,25/bu - seu nível mais baixo desde abril - enquanto dezembro caiu também, caindo $ 0,12/bu para $ 5,12/bu”, conclui.