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Milho segue em desenvolvimento no RS

Produção de milho no Rio Grande do Sul apresenta estabilidade


Foto: Agrolink

A evolução da área plantada com milho no Rio Grande do Sul teve um avanço mínimo em comparação com o período anterior, alcançando 89% de semeadura. Os agricultores gaúchos continuam priorizando o cultivo da soja, postergando parte do plantio de milho para a safrinha, a partir de janeiro.

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR), 38% das lavouras de milho estão em fase de enchimento de grãos, enquanto 10% já se encontram em maturação. As previsões de rendimento variam, uma vez que parte das plantações mantém o potencial inicial, enquanto outra parte está sujeita a reduções devido à incidência de pragas, doenças e/ou danos climáticos ao longo do ciclo de desenvolvimento.

O desenvolvimento fenológico das lavouras é predominantemente marcado pelo enchimento de grãos, abrangendo 38% das culturas, e pela fase de maturação, presente em cerca de 10%. As previsões de rendimento são variáveis, com algumas plantações mantendo o potencial inicial, enquanto outras enfrentam reduções devido a problemas como pragas, doenças e fenômenos climáticos.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Campanha, o plantio avançou minimamente após chuvas ocorridas em 13 e 15 de dezembro. Em municípios como Dom Pedrito, 75% das lavouras foram semeadas; 70% em Candiota; e 60% em Hulha Negra. Contudo, Caçapava do Sul apresenta o maior atraso, com menos de 10% das lavouras implantadas. Na Fronteira Oeste, as condições ensolaradas e a boa umidade do solo favoreceram a cultura, predominando a fase de enchimento de grãos. Em São Borja, 40% das lavouras estão em fase de maturação.

Nos Campos de Cima da Serra, na região de Caxias do Sul, as lavouras ainda estão no estágio vegetativo. Apesar do crescimento adequado, muitas áreas apresentam falhas no estande de plantas. Nas áreas de menor altitude, as plantações estão em diferentes estágios de desenvolvimento, desde vegetativo até enchimento de grãos.

Na região de Frederico Westphalen, 5% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 20% em floração, 30% na formação de grãos e 45% em maturação. Preveem-se reduções na produtividade, principalmente nas áreas afetadas na costa do Rio Uruguai, onde o plantio ocorreu em agosto.

Em Ijuí, 95% das lavouras foram semeadas e avançam rapidamente para o estágio de enchimento de grãos, demonstrando alto potencial produtivo. Contudo, algumas áreas enfrentam problemas com ataques de pragas e doenças, comprometendo a produtividade.

Na região de Passo Fundo, as lavouras estão em desenvolvimento vegetativo (5%), floração (35%) e formação de espiga (60%), e a redução das precipitações favoreceu o desenvolvimento.

Já em Santa Rosa, as doenças progrediram sem controle devido às chuvas constantes, prejudicando a polinização e resultando em espigas menores e com menor número de grãos. Espera-se uma redução de cerca de 15% na produtividade.

Em Soledade, as lavouras semeadas em agosto e início de setembro estão atualmente em enchimento de grãos e floração, sofrendo com doenças foliares e de solo, além de ataques de plantas daninhas. No entanto, as plantações semeadas em outubro têm um potencial produtivo melhor.

O valor médio do milho, segundo o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, atingiu R$ 59,35, representando um aumento de 1,16% em comparação com a semana anterior, quando estava cotado a R$ 58,67.
 

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