As cotações do milho no mercado futuro de São Paulo continuaram sua trajetória de queda, fechando em baixa para todos os meses da safa de verão (novembro21 a julho22) e em alta somente para os meses da próxima Safrinha, a partir de setembro22. Quem informou isso foi a TF Agroeconômica, no encerramento de semana.
“A curto prazo, apesar da sustentação de boas ofertas no mercado físico de milho, além de boas perspectivas de safra, sustentadas pela janela ideal de plantio e bons índices de chuva os traders levaram seus olhos à cotação da moeda americana, que desde abril de 2021 não voltava a estes níveis, porque, poderá faltar mercadoria física. As cotações de dólar se mantiveram em alta durante esta semana, iniciando na sexta passada (01) em níveis de R$ 5,36 para finalizar esta sexta (08) a R$ 5,51. Isto elevou substancialmente os preços finais do milho importado no Brasil, tirando a competitividade do preço. Se continuar sendo comprado será por falta de mercadoria física”, comenta.
Em Chicago, as incertezas sobre os estoques globais de milho pressionaram as cotações nesta sexta-feira. “O contrato de milho para dezembro21 fechou em queda de 0,75% ou 4,0 cents/bushel a $ 530,0; o contrato para julho22, importante para as exportações brasileiras, fechou em queda de 0,59%, ou 3,25 cent/bushel a $545,25. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires da Argentina relatou plantio de milho em 21,1% da área esperada em 07/10, aumento de 16,8% na semana passada”, completa.
“A Conab do Brasil colocou suas estimativas preliminares de nova safra de milho em 116,3 MT, abaixo da estimativa do USDA de setembro que estimou 118 MT. A Conab espera que essa área aumente em 933,7k HA a partir da área de 2020/21. Ajustes em suas previsões mensais para a produção da safra anterior deixaram a produção de milho em 2020/21 1,25 MT maior em 86,998 MT. No mês passado, o USDA estimou a produção da safra antiga de Brasil em 86 MT, estáveis”, conclui.