Com o mercado congelado no estado do Rio Grande do Sul, os preços do milho andam de lado há pelo menos 5 semanas, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Pela quinta semana consecutiva, cooperativas e cerealistas mantém o preço balcão, o que revela, de um lado, a pouca pressa do produtor, e do outro, o pouco apetite do comprador em razão da colheita no centro-oeste. Produtores capitalizados pela soja, ou simplesmente sem pressa de vender, e compradores apoiados pelo potencial de uma grande colheita: a receita perfeita para um mercado lento”, comenta.
“Mercado de milho local, no diferido, segue mostrando oportunidades apenas oriundas de compradores que precisam comprar milho sem ICMS (devido a exportações), porém, com os estoques locais, já bastante baixos, praticamente não se acha ofertas. Indicações mantidas a R$ 61,00 CIF Fábricas”, completa.
Em Santa Catarina os produtores esperam por melhores cotações, com novos negócios a R$ 63,00 no porto. “Indicações permanecem nos mesmos patamares em Xanxerê (R$ 58,00) e Chapecó (R$ 57,00). Nas ideias de venda, produtores e cooperativas iniciam ofertas a R$ 60,00 com retirada na fazenda, e mercado interior se mantém lento. Em São Francisco do Sul, novos relatos de negócios a R$ 63,00 com entrega em setembro e pagamento na primeira quinzena de outubro – ao que tudo indica, ao menos 2 mil toneladas”, indica.
Chuvas dão trégua, mas trabalhos de campo ainda não retomam no Paraná. “ Indicações de fábricas permanecem no estado em R$ 46,00 Londrina e Maringá; R$ 45,00 Cascavel e Toledo; R$ 49,00 em Ponta Grossa. No porto, média de R$ 60,10 na indicação com entrega outubro e pagamento em novembro. Sem reportes de negócio”, conclui.