O milho fechou em leve alta na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), mas não recuperou as perdas anteriores, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “As cotações do milho subiram levemente cerca de 0,26% nesta terça-feira, mas, apenas por um movimento de tomada de lucros, depois de grandes quedas nos últimos dias, porque os fundamentos de Chicago e do dólar não deram suporte para melhorar os preços no mercado físico, que esteve praticamente travado no dia”, comenta.
“Um dos dados importante, que publicamos nesta edição, é a grande disponibilidade de milho existente no estado do Mato Grosso, que produziu 44,61 MT e só comercializou 18,82%, restando ainda, disponíveis para venda, cerca de 36,22milhões de toneladas, ou 81,18% da safra. Esta grande disponibilidade pressiona muito os preços. Assim, as cotações futuras fecharam em leve alta no dia e no comparativo semanal: o vencimento janeiro/23 fechou a R$ 87,48 alta de R$ 0,23 no dia, mas queda de R$ 1,11 na semana (últimos 5 pregões); março/23/22 fechou a R$ 90,84, alta de R$ 0,49 no dia e queda de R$ 1,18 na semana e maio/23 fechou a R$ 90,24, alta de R$ 0,24 no dia e queda de R$ 0,61 na semana”, completa.
Em Chicago a cotação de dezembro fechou em nova queda de 0,48% ou $ 3,0/bushel, a $ 625,75. A cotação para março 2023, início da nossa safra de verão, fechou em queda de 0,47% ou $ 3,0/ bushel a $ 637,50. “O mercado de milho fechou em baixa pelo sexto dia consecutivo, pressionado pela queda do petróleo, que enfraquece o preço do etanol. Também houve pressão sobre os preços por parte do dólar, que subiu, tirando a competitividade do produto americano. O clima adverso na América do Sul limitou a queda”, conclui.