De acordo com informações da TF Agroeconômica, os números do milho divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divergiram. Com isso, o cereal subiu na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3).
“Os principais vencimentos de milho fecharam o dia em variações positivas nesta quinta-feira. No plano de fundo, a Conab e o USDA trouxeram novos dados à respeito da projeção de safra, onde ambos os órgão reduziram a produção do Brasil”, comenta.
O USDA revisou sua estimativa para a temporada 23/24, ajustando-a para 124 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 3 milhões de toneladas. Os estoques finais foram reduzidos em 1 milhão de toneladas, chegando a 5,97 milhões, enquanto as exportações foram revisadas para baixo em 2 milhões, totalizando 52 milhões. A Conab também previu uma redução de 3 milhões de toneladas, divididas entre 1 milhão para o milho de verão e 2 milhões para o milho safrinha.
Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em alta. “O vencimento de março/24 foi de R$ 65,21, apresentando alta de R$ 0,79 no dia, alta de R$ 1,08 na semana; maio/24 fechou a R$ 65,06, alta de R$ 0,37 no dia, alta de R$0,89 na semana; o vencimento julho/24 fechou a R$ 64,93, alta de R$ 0,44 no dia e alta de R$ 0,84 na semana”, completa.
Na Bolsa de Chicago, o milho fechou em baixa com aumento dos estoques nos EUA. “A cotação de março24, referência para a nossa safra de verão, fechou em baixa de -0,23 % ou $ -1,00 cents/bushel a $ 433,25. A cotação para maio24, fechou em baixa de -0,34 % ou $ -1,50 cents/bushel a $ 445,00”, conclui.