O milho na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) fechou misto na sexta-feira, com alta para novembro e queda nos demais meses, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Diríamos que a alta de hoje para a cotação de novembro ocorreu seguindo o impulso da semana, verificado durante a semana, em que as Tradings se preparam para fazer volume de exportação para a Europa e para a China. Com os acontecimentos deste fim de semana no Mar Negro, este impulso tende a se intensificar”, comenta.
“Diante disto, as cotações futuras fecharam mistos no dia e no comparativo semanal: o vencimento novembro/22 fechou a R$ 86,44, alta de R$ 0,05 no dia e de R$ 0,54 na semana (últimos 5 pregões); janeiro/22 fechou a R$ 91,15, queda de R$ 0,15 no dia e alta de R$ 0,16 na semana e março/23 fechou a R$ 94,26, queda de R$ 0,57 no dia e de R$ 0,24 na semana”, completa.
Em Chicago, a cotação de dezembro fechou em queda de 0,40% ou $ 2,75/bushel, a $ 679,50. A cotação para março 2023, início da nossa safra de verão, fechou em queda de 0,36% ou $ 2,50/ bushel a $ 685,25.
“A Comissão Europeia reduziu suas perspectivas de safra de milho em mais 600 mil toneladas para 54,9 milhões de toneladas, citando a histórica onda de calor do verão. Isso é agora 25% menor ano/ano com as importações 1 MMT acima para 22 MMT. A França está 96% colhida a partir de 24/10, dados da FranceAgriMer. Isso é acima de 51% no ano passado. A colheita de grãos da Ucrânia atingiu 70% concluída, com 4,5 MMT de milho especificamente”, conclui a TF Consultoria Agroeconômica, no encerramento da semana passada.