Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) o milho fechou pelo terceiro dia em forte queda, mas cotações da safrinha sobem, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Hoje tivemos uma reviravolta no mercado futuro de milho da B3: com a falta de demanda neste semestre, a cotação de julho recuou 0,27%, mas as cotações posteriores voltaram a subir, como mostra o texto abaixo, por duas razões: a) maior interesse da demanda de exportação no segundo semestre; b) aumento da disputa com as indústrias no mercado interno”, comenta.
“Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam de forma mista: o vencimento maio/23 fechou a R$ 62,47, baixa de R$ - 0,17 no dia e baixa de R$ -1,78 na semana; julho/23 fechou a R$ 61,80, alta de R$ 0,88 no dia e baixa de R$ -1,57 na semana; o vencimento de setembro/23 foi de R$ 63,81, alta de R$ 0,40 no dia e baixa de R$ -1,46 na semana”, completa.
Em Chicago o milho teve fechamento misto com avanço do plantio e Fundos liquidando posições. “A cotação de maio fechou em alta de 0,19% ou $ 1,50/bushel a $ 646,50. A cotação para julho 2023, início da nossa safra de inverno, fechou em alta de 0,08% ou $ 0,50 bushel a $ 589,00”, indica.
“O milho fechou essa quinta-feira de forma mista, com ganhos para as duas primeiras posições, acompanhando a alta do trigo. No entanto, para os vencimentos após setembro/23 os fatores de baixa que acompanham o milho há alguns dias foram determinantes para queda. O bom avanço do plantio nos EUA e o aumento na perspectiva da safrinha brasileira são indicativos de grande oferta do grão no mercado”, conclui.