Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho teve movimentações mistas e os contratos fecharam praticamente estáveis, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Dentre as notícias mais aguardadas do dia, o mercado absorveu de forma neutra os números projetados pelo Agricultural Outlook, do USDA, que previu, para a safra 24/25, em 91,0 milhões de acres, abaixo dos 94,6 milhões em 2023”, comenta.
“Apesar disso, projetaram-se estoques elevados para o final da temporada. No dia de hoje, também, a Bolsa de Cereales, da Argentina, divulgou relatórios sobre o avanço da safra. De acordo com o órgão, o plantio de milho foi encerrado, atingindo a expectativa estabelecida anteriormente de 7,2 milhões de hectares”, completa.
Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em alta. “O vencimento de março/24 foi de R$ 64,59, apresentando alta de R$ 0,05 no dia, baixa de R$ 0,62 na semana; maio/24 fechou a R$ 64,78, alta de R$ 0,18 no dia, baixa de R$ 0,28 na semana; o vencimento julho/24 fechou a R$ 64,14, baixadeR$ 0,04 no dia e baixa de R$ 0,79 na semana”, indica.
Na Bolsa de Chicago, o milho fechou em baixa com perspectiva de safra 24/25 robusta nos EUA. “A cotação de março24, referência para a nossa safra de verão, fechou em baixa de -1,53 % ou $ -6,50 cents/bushel a $ 417,75. A cotação para maio24, fechou em baixa de -1,72 % ou $ -7,50 cents/bushel a $ 429,86”, informa.
“O grão fechou em queda mesmo com dados de redução de safra no Fórum Anual de Perspectivas Agrícolas, realizado pelo USDA nesta quinta e sexta. O USDA espera uma redução 3,8% na área plantada e 1,96% na produção, mas com um rendimento 2% acima do ciclo anterior. No entanto, o volume final ainda será robusto, 382,02 milhões de toneladas, muito perto da safra 23/24 com 389,69 milhões de toneladas. Isto manteve a cotação do milho pressionada”, conclui.