Milho transgênico da Syngenta é liberado

Agronegócio

Milho transgênico da Syngenta é liberado

Resistente a insetos, a variedade Bt11, da Syngenta, foi aprovada por 15 votos favoráveis, dois contra e três abstenções
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Sob clima de protesto organizado por membros de movimentos sociais e ONGs ambientalistas, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) liberou ontem (20-09) o plantio comercial de um terceiro tipo de milho geneticamente modificado no país.

Resistente a insetos, a variedade Bt11, da multinacional Syngenta, foi aprovada por 15 votos favoráveis, dois contra e três abstenções. No próximo mês, o colegiado passa a avaliar a liberação de outro produto da Syngenta, o milho "Pacha", também resistente à bactéria Bacillus thuringiensis.

A nova variedade liberada ontem representa o quinto processo comercial com parecer conclusivo favorável. Desde julho, a comissão autorizou a comercialização do milho Liberty Link, da Bayer CropScience (17 votos contra quatro), e do Guardian, da Monsanto (15 a um).

O "LL" sofre questionamento administrativo de Ibama e Anvisa e não poderá ser registrado antes disso. E o Guardian não será submetido ao Conselho Nacional de Biossegurança (CNBS), composto por 11 ministros, se não houver recurso até 4 de outubro. A CTNBio já havia aprovado a soja Roundup Ready (1998) e o algodão Bollgard (2003), ambos da Monsanto.

Como tem sido regra nas reuniões mensais do colegiado, as opiniões divergentes ganharam forte protagonismo. A ala chamada pejorativamente de ambientalista pelos entusiastas da biotecnologia tentou postergar a votação da liberação comercial com argumentos científicos e processuais.

Mas a maioria pró-transgênicos, consolidada no colegiado ao longo dos recentes embates, resistiu e novamente votou em bloco. "O processo não cumpriu o rito. Não tinha parecer final da setorial vegetal. E feito sem análise de risco e sem estudos no país", afirmou o geneticista Rubens Nodari, representante do Ministério do Meio Ambiente no colegiado. O presidente da CTNBio, Walter Colli, defendeu a opção dos membros e disse não ter havido pressa. "O processos não foi acelerado. Ele é resultado de algo que já vinha acontecendo há dez anos", disse, em referência ao tempo de tramitação do processo do Bt11.

Para votar a liberação, a comissão teve que responder a questionamentos judiciais e atender a uma liminar da Justiça Federal do Paraná pela criação de normas para monitoramento pós-colheita e de coexistência com variedades convencionais de milho. A Monsanto apresentou ontem o plano de monitoramento do Guardian.


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