Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho voltou a cair forte, com demanda fraca no exterior e produção abundante em 2023, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Mercado voltou a cair forte, seguinte as quedas do dólar (-035%) e de Chicago (-1,81%). A falta de demanda externa (para a safra velha) e a perspectiva de uma grande safra nova, em que pelo menos 40 milhões de toneladas do Centro-Oeste deverão estar à disposição das indústrias consumidoras brasileiras está fazendo os preços despencarem para níveis inimagináveis há alguns meses”, comenta.
“E não se vê perspectiva de recuperação a curto prazo, a não ser que a demanda externa reaja, mas, que está sofrendo com a recessão externa, falta de margens na China e maior produção da Europa, que seria outro possível importador, além da oferta do milho ucraniano, que voltou ao mercado com o acordo para liberação de uso de cinco países limítrofes. Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em baixa: o vencimento maio/23 fechou a R$ 64,22, baixa de R$ -2,50 no dia e baixa de R$ -7,78 na semana; julho/23 fechou a R$ 64,12, baixa de R$ -2,51 no dia e baixa de R$ -8,28 na semana; o vencimento de setembro/23 foi de R$ 65,33, baixa de R$ -2,28 no dia e baixa de R$ -7,79 na semana”, completa.
Em Chicago, o milho fechou em baixa com clima favorável ao plantio nos Estados Unidos. “A cotação de maio fechou em baixa de -1,81% ou $ -2,50/bushel a $ 651,25. A cotação para julho 2023, início da nossa safra de inverno, fechou em baixa de -7,75% ou $ -7,75 bushel a $ 607,50. O milho começou a semana em queda. O mercado está em alerta sobre as vendas do cereal americano. Apesar dos valores competitivos, os dados de vendas têm sido “decepcionantes” na opinião de alguns analistas. Nesse sentido, a China cancelou nessa segunda-feira um grande lote comprado nos EUA”, conclui.