As cotações do milho fecharam em alta na B3 por compras de oportunidade pelos investidores, com o mercado físico pressionado, segundo informações da TF Agroeconômica. “A intensificação da colheita do milho safrinha está mantendo pressionados os preços do mercado físico. A exportação é o único fator que pode enxugar o mercado e elevar os preços. No entanto, compras de oportunidade pelos investidores fizeram as cotações da B3 fecharem em alta, nesta terça-feira”, comenta.
“Em comunicado desta terça-feira, a ANEC-Associação Nacional de Exportadores de Cereais, prevê a exportação de 1,683 milhão de toneladas em junho, contra 89,2 MT exportadas em junho do ano passado. Com a queda no físico, as cotações futuras fecharam em alta no dia e queda na semana: o vencimento julho/22 fechou a R$ 86,20, alta de R$ 0,31 no dia e queda de R$ 2,83 na semana nos últimos 5 pregões (semana); setembro/22 fechou a R$ 88,44, alta de R$ 0,20 no dia e queda de R$ 3,07 na semana e novembro/22 fechou a R$ 91,08, alta de R$ 0,26 no dia e de R$ 3,0 na semana”, completa.
Em Chicago o milho piora nas condições das lavouras e alta do petróleo e do trigo impulsionam as cotações. “A cotação do milho para julho22, que é período de referência para a exportação brasileira, fechou em alta de 1,65% ou $ 12,15 cents/bushel a $ 756,50. A cotação para março 2023, início da safra de verão, fechou em alta de 0,61% ou $ 4,0 cents ou a $ 663,0”, indica.
“Piora nas condições de safra, aumentos no trigo e no petróleo, explicaram as altas. O USDA indicou que 67% dos quadros apresentam condições boas a excelentes (vs. 69% esperados). Os mapas de previsão dos EUA são observados de perto. Os contratos em aberto preliminares caíram acentuadamente em julho após o vencimento das opções, mas aumentaram nas novas vendas líquidas nos outros meses de contrato”, conclui.