CI

Milho volta a R$ 100 para 2022: E agora?

Renovadas as crenças em uma produção muito menor para o Brasil


Foto: Divulgação

As cotações dos contratos futuros de milho na Bolsa B3 registraram altas expressivas nesta segunda-feira, 5 de Julho, mesmo sem a correspondência da Bolsa de Chicago (CBOT), que ficou fechada em função de feriado nos Estados Unidos. O vencimento do mês de janeiro/2022 subiu 3,31 por cento, enquanto o do mês de março/2022 elevou-se em 2,68 por cento, superando ambos o patamar de R$ 100 por saca.

De acordo com a Consultoria AgResource Brasil, o mercado “repercute os impactos das geadas registradas na última semana. A segunda safra de milho, que foi bastante impactada pela seca entre abril e maio, agora sofre as consequências das baixas temperaturas”. 

Para a Consultoria TF Agroeconômica, a Bolsa de Mercadorias trabalhou em altas superiores a três por cento para os principais vencimentos porque os fundamentos, mais uma vez, permaneceram os mesmos. “De fato, parece que cada notícia referente ao clima e à produtividade – que, nesse momento, tendem a ser muito mais pessimistas do que otimistas – parecem renovar as crenças em uma produção muito menor para o Brasil”, afirma a equipe de analistas de mercado. 

“Hoje uma consultoria projetou safrinha de 54,6 milhões de toneladas, contra 60 milhões de toneladas anterior. Os principais vencimentos, desta forma, subiam de 3,08 por cento a 3,35 por cento, exceto julho, que fechou valendo mais 1,73 por cento, a R$ 93,64 a saca. Cada vez mais chega-se perto dos futuros testarem novamente os R$ 100,00 a saca, o que pode ocorrer nos próximos dias, à medida que notícias relacionadas à produtividade forem surgindo”, conclui a TF Agroeconômica.

Assine a nossa newsletter e receba nossas notícias e informações direto no seu email

Usamos cookies para armazenar informações sobre como você usa o site para tornar sua experiência personalizada. Leia os nossos Termos de Uso e a Privacidade.

2b98f7e1-9590-46d7-af32-2c8a921a53c7