Minas Gerais aumenta em 9% a utlização de fertilizantes em 2002
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Agronegócio

Minas Gerais aumenta em 9% a utlização de fertilizantes em 2002

Por: -Admin

A expansão da agricultura mineira, cujo Produto Interno Bruto cresceu 24,4% no ano passado em relação a 2001, fez com que o volume de fertilizantes demandado pelo segmento tivesse uma ampliação de 9% no período. Em 2001, os agricultores mineiros consumiram 2,19 milhões de toneladas e, no ano passado, esse volume pulou para 2,39 milhões de toneladas.

"A área plantada aumentou, paralelamente, ao crescimento da produtividade. Isso provocou um substancial aumento da demanda por fertilizantes", diz o presidente do Sindicato das Indústrias de Adubos e Corretivos Agrícolas do Estado de Minas Gerais (Sindac-MG), Luís Carlos Rodrigues. De acordo com o executivo, o café mineiro, cuja produção cresceu mais de 50% no ano passado, foi o item que mais ampliou o volume de compras de fertilizantes. Segundo Rodrigues, mesmo com a esperada queda na produção do café, cujo safra é influenciada pelo característica de bianualidade do produto, a expectativa é de que a venda de fertilizantes tenha uma expansão de algo em torno de 3% a 5% este ano.

"Os estoques mundiais das comodities (mercadorias) agrícolas estão em bons níveis. Com isso, como não há excedentes, os preços estão tendo uma tendência de crescimento, fazendo com que os empresários agrícolas invistam na safra do próximo ano", afirma. De acordo com o presidente do Sindac, com a demanda aquecida, as fábricas mineiras de fertilizantes, 32 unidades, entre pequenas, médias e grandes, estão tendo de fazer a substituição de alguns itens na fabricação dos fertilizantes. Com a falta, por exemplo, da uréia de nitrogenados, matéria prima do produto, as fábricas substituíram o produto por nitrato e sulfato de amônia.

"A uréia dos nitrogenados, em função da operação da Petrobras nas unidades de Camaçari, na Bahia, e de Laranjeiras, em Sergipe, começaram a escassear. Com isso, as fábricas mineiras de fertilizantes substituíram o produto pelo nitrato e sulfato de amônia. Não houve, assim, ameaça à manutenção do volume de fertilizantes produzidos em Minas Gerais´, diz Rodrigues.


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