Ministro da Agricultura está confiante no fim de embargo egípcio

Agronegócio

Ministro da Agricultura está confiante no fim de embargo egípcio

Neri Geller esteve com o presidente egípcio, Abdel Fattah El-Sisi
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O ministro brasileiro da Agricultura, Neri Geller, disse à ANBA, por telefone do Cairo, que está confiante num forte aumento do comércio de produtos agropecuários com o Egito e que o país levantará o embargo às importações de carne bovina de Mato Grosso, assim como fez o Irã no início desta semana.

“O presidente se mostrou muito interessado na questão da segurança alimentar”, afirmou Geller. Segundo ele, o líder egípcio acenou com a possibilidade de abertura de mais mercado para a “proteína animal” brasileira. O ministro avalia também que há grande possibilidade de ampliar as exportações de itens como milho e soja.

Na reunião com Sisi, Geller disse que foi discutida também a possibilidade de intercâmbio de mercadorias entre os dois países, produtos agropecuários brasileiros por fertilizantes egípcios. “Nós mostramos o potencial do Brasil [nessa área]”, destacou o ministro.

Ele lembrou, por exemplo, que o Brasil aumentou sua produção de grãos de 96 milhões de toneladas para 200 milhões em doze anos. “E ampliamos muito a agroindústria”, ressaltou.

Geller está muito otimista com a possibilidade de o Egito levantar o embargo contra a carne bovina de Mato Grosso e também mudar a exigência de fiscalização a cada embarque de frango, instituída este ano. “No Irã, eles liberaram as importações de Mato Grosso, e aqui não está sendo diferente”, disse.

A delegação ainda não teve uma resposta final, mas o ministro afirmou que o tema “está muito bem encaminhado”. Nesta quinta-feira (28), Geller vai se encontrar com o ministro da Agricultura do Egito, Adel El-Beltagy. “Estou muito otimista”, declarou o brasileiro.

O Egito e o Irã, onde a missão esteve no início da semana, suspenderam as compras de Mato Grosso após a identificação este ano do agente causador da encefalopatia espongiforme bovina - o mal da vaca louca - num animal do rebanho do estado.

O caso foi considerado “atípico”, pois, segundo o Ministério da Agricultura brasileiro, ocorreu em função da idade avançada da vaca e não por intoxicação. O status do Brasil segue como de risco insignificante para a doença, segundo avaliação da Organização Internacional de Saúde Animal (OIE).

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