Ministro da Casa Civil promete resposta às reivindicações do setor orizícola

Agronegócio

Ministro da Casa Civil promete resposta às reivindicações do setor orizícola

Palocci garantiu que dará uma resposta ao setor ainda nesta semana
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Grupo coordenado por Heinze cobrou a liberação de recursos para o programa de subvenção, prorrogação dos débitos e a criação de uma comissão especial para debater os problemas estruturais da orizicultura.

Coordenados pelo deputado federal Luis Carlos Heinze (PP/RS) um grupo de parlamentares gaúchos e catarinenses e representantes dos produtores de arroz foram recebidos, na última quarta-feira (1º), em audiência pelo ministro Chefe da Casa Civil, Antônio Palocci. O grupo pediu urgência na criação de um programa de ajuda aos orizicultores, que enfrentam uma das piores crises já registradas. Palocci garantiu que irá discutir a proposta com a equipe econômica e que dará uma resposta ao setor ainda nesta semana.


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Com o apoio da senadora Ana Amélia Lemos (PP/RS) o deputado Heinze cobrou a liberação de R$ 600 milhões para o programa de subvenção. Segundo o parlamentar, o dinheiro seria suficiente para garantir o preço mínimo de até 60% da produção, inclusive para o arroz já comercializado a partir de 1º de março. “Boa parte da produção já foi vendida com valores muito abaixo do preço mínimo. Por isso defendemos a liberação imediata do recurso com a possibilidade de beneficiar o que já foi comercializado desta safra”, define.


Heinze também defendeu pleito apresentado pelas lideranças orizícolas que pedem a prorrogação das parcelas do crédito rural, vencidas e a vencer, para 31 de outubro. Segundo o parlamentar, esse prazo é necessário até a implantação dos mecanismos de apoio e para que se discuta um programa de renegociação das dívidas. “A matemática não fecha. Não há como pagar as contas com preços tão aviltados. E para que o Brasil possa dar continuidade a produção de arroz e levar comida barata a mesa dos cidadãos é necessário que o governo olhe para quem está no início da cadeia produtiva”, salienta.


O progressista gaúcho também sugeriu a criação de um grupo de trabalho, coordenado pela Casa Civil, com a participação dos ministérios da Agricultura, Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, Fazenda, Desenvolvimento Agrário, parlamentares e entidades representativas dos produtores para debater as dificuldades do setor, entre elas as assimetrias do Mercosul, um programa de reconversão da atividade, incentivo a irrigação, custos de produção e redução da carga tributária.

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