Moagem de trigo cresce 1% no Brasil
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Imagem: Pixabay
MOINHOS

Moagem de trigo cresce 1% no Brasil

Por outro lado moinhos ainda sofrem com dificuldades no repasse de custos
Por: -Eliza Maliszewski

O volume de moagem de trigo no Brasil teve alta de 1%, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo). O desempenho maior se deve ao aumento do consumo de farinha de trigo durante a pandemia.

A pesquisa indicou que foram moídas 12.700.065 toneladas de trigo, que corresponderam a 9,5 milhões de toneladas de farinha de trigo nas 156 unidades industriais, que operam no Brasil. Elas se concentram, em sua maioria, na região Sul do Brasil, representando 65% do total de plantas do país.

Observou-se um aumento de consumo de farinhas em pacotes de 1kg e 5kg, para massas e pães industriais, indicando migração do consumo de farinhas para utilização culinária e de fácil de preparo.

Por outro lado os moinhos ainda sofrem dificuldades para repassar os custos, uma vez que, o setor segue pressionado com alta do dólar e preço elevado do grão. No ano passado, o Brasil importou 6,3 milhões de toneladas de trigo, representando 50% das necessidades de abastecimento nacional. “O mercado foi muito afetado pelos custos do trigo importado que, pela sua valorização no cenário mundial, indicaram um aumento de 17%, entre janeiro e dezembro de 2020. Associado à variação cambial de 29,1% no ano (BC), isso representou um aumento de 50,1%”, destacou o presidente da Abitrigo, Rubens Barbosa.

Por outro lado, os preços das farinhas, que aumentaram 33,3% em 2020, não acompanharam a evolução dos custos de produção. Nesse cenário, os moinhos seguem pressionados, pois o custo de produção permanece elevado e o repasse ao produto final, a farinha de trigo, ainda não é suficiente.

“Os desafios da atividade moageira brasileira são enormes. A essencialidade do consumo de trigo demanda uma ação concreta para a segurança de fornecimento do grão de forma que a produção doméstica possa crescer para, a médio e longo prazo, reduzir ou eliminar a dependência externa e a vulnerabilidade do mercado interno”, conclui Barbosa.
 


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