Mobilização pede 30% a mais no preço do fumo


Agronegócio

Mobilização pede 30% a mais no preço do fumo

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Reajuste mínimo de 30% no preço do fumo sobre a tabela do ano passado, fim da correção dos financiamentos de custeio obtidos junto às fumageiras e pagamento pelo fumo entregue nas indústrias em até dois dias e não em quatro dias como é hoje. Essas são as reivindicações dos fumicultores para a terceira rodada de negociação do preço do fumo entre Fetag, Afubra e Sindifumo, amanhã, em Florianópolis (SC).

O encontro será antecedido de manifestações no Estado. A Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag) espera cerca de 400 fumicultores na vigilia a partir de hoje em Santa Cruz do Sul, onde serão distribuídos panfletos com os pleitos. O Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) pretende comandar 600 produtores na marcha entre Venâncio Aires e Santa Cruz, onde, à noite, promovem uma assembléia. O coordenador do MPA, José Santana Filho, não descarta protesto em frente às indústrias. O objetivo maior da duas frentes é pressionar as fumageiras a reajustar os preços da safra, que está em fase final de colheita no Estado. As empresas já melhoraram a proposta de 18,67% para 23% sobre o valor de 2002, mas os produtores querem mínimo de 30%. Os atos terão reforço de parlamentares. O deputado Heitor Schuch, líder da bancada do PSB na Assembléia e presidente licenciado da federação, destaca que, mais do que nunca, os agricultores precisam de uma boa remuneração neste ano, para evitar a inadimplência no crédito rural por causa das perdas elevadas nas lavouras. 'Cada centavo conquistado no preço do quilo do fumo representa R$ 3,25 milhões a mais no bolso dos produtores do Rio Grande do Sul.' Em Santa Cruz, os agricultores estarão concentrados na praça central, distribuindo folhetos à população. Uma comissão percorrerá prefeitura, Câmara de Vereadores e associações comerciais locais, pedindo apoio à questão.

As fumageiras já concederam aumento de 23% sobre o valor da tabela do fumo do ano passado. Mas o produtor reivindica reajuste mínimo de 30%, devido à elevação do custo de produção na atual safra. Outra preocupação é com aquebra de 30% na safra, em função do excesso de chuvas na primavera.


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