Moinhos importarão 1 milhão de toneladas de trigo da Rússia
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Agronegócio

Moinhos importarão 1 milhão de toneladas de trigo da Rússia

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A Associação Brasileira das Indústrias de Trigo (Abitrigo) assinou na semana passada um protocolo de intenções com o governo russo, no qual os moinhos nacionais se comprometem a importar até 1 milhão de toneladas do grão a partir de 2003. Em contrapartida, a Rússia vai comprar dos frigoríficos brasileiros até 60 mil toneladas de carne bovina, intermediada pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

"Com esse protocolo, cria-se uma boa oportunidade para um comércio bilateral promissor entre os dois países", afirma Roland Guth, presidente da Abitrigo, que esteve em viagem à Rússia para negociar o acordo. Guth informa ainda que no início de 2003 uma missão russa deve chegar ao Brasil para atualizar e colocar em prática o acordo.

Ucrânia

Acordo semelhante ao assinado com a Rússia foi feito com a Ucrânia no início do mês de novembro. Pelo protocolo feito com os ucranianos, os moinhos brasileiros se comprometem a importar 500 mil toneladas de trigo daquele país. Por também se tratar de um acordo bilateral, a Ucrânia importaria açúcar do Brasil, além de outros produtos agrícolas.

"Esse ano tivemos dificuldades para abastecer os moinhos, principalmente por causa dos preços elevados no mercado internacional e pela volatilidade cambial", afirma Guth. Segundo o presidente da Abitrigo, todas as medidas têm por objetivo reduzir a dependência do trigo argentino, que no ano passado representou 96% dos 7 milhões de toneladas importados. O percentual restante ficou dividido entre os outros membros do Mercosul, Estados Unidos e Canadá.

Argentina

Este ano, a Argentina continuará como principal fornecedor de trigo para o Brasil, mas em proporções menores que as de 2001. Os moinhos brasileiros já importaram dos países do Leste Europeu algo entre 150 mil e 200 mil toneladas de trigo. O principal motivo para o crescente interesse por mercados alternativos é que o preço. O grão chega ao Brasil cerca de US$ 10 por tonelada mais barato que o trigo proveniente do país vizinho.

Entre março e abril de 2003, os produtores argentinos se comprometeram a classificar seu produto em três variedades diferentes. Atualmente, o todo grão daquele país é conhecido no Brasil como "trigo pão", já que nos portos de embarque não há uma separação das variedades. Tal medida foi acertada com a Associação Argentina dos Produtores de Trigo (Aaprotrigo) e possibilitará a oferta de um produto de melhor qualidade.


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