Mosca no gado ataca em SP
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Agronegócio

Mosca no gado ataca em SP

Criadores reclamam que os resíduos de cana lançados por uma usina estão favorecendo a procriação de uma mosca
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Criadores de gado de União Paulista, em São Paulo, reclamam que os resíduos de cana lançados por uma usina estão favorecendo a procriação de uma mosca. O inseto ataca os animais e prejudica a produção.

Os pastos estão cercados pelos canaviais que abastecem uma usina que funciona no município. A vinhaça, resíduo da produção do açúcar e do álcool, é jogada sem tratamento para fertilizar as plantações de cana e fica acumulada no solo.

A umidade e a matéria orgânica são condições ideais para a chamada mosca do estábulo se reproduzir. Elas até parecem as moscas domésticas, mas não são inofensivas.

Elas se alimentam de sangue e não dão sossego para o gado. Segundo pesquisas já feitas sobre esse tipo de mosca, a picada é bastante dolorida e, por isso, na tentativa de se proteger, o animal fica estressado, o que traz varias conseqüências.

A produção de leite das vacas do criador Evalcir Papili diminuiu desde quando a infestação começou, há cerca de um mês. “Estava tirando 44 litros. Agora, veio para 28 litros. Eu estou preocupado porque a gente tirou o dinheiro no banco para comprar as vacas e como é que eu vou fazer”, questionou.

“O gado estressado, vulgarmente falando, vão esconder o leite, ocasionar mastite e diminuir a qualidade do leite. Então, dificulta toda a atividade”, explicou o veterinário Adilson Ferrari.

Prejuízo também para quem cria gado de corte. “Como a vaca deixa de produzir leite; bezerro que poderíamos tirar com sete meses, está demorando nove ou dez meses para ser tirado das vacas”, disse o criador Denilson Godoy.

O engenheiro agrônomo Walterney Guizelini explicou que não há veneno que proteja os animais deste tipo de mosca. “Essa mosca é muito resistente. Existem alguns produtos que estão sendo testados por produtores da região e os que estão sendo mais eficientes no controle têm durado no máximo dois dias”, falou.

A direção da usina informou desconhecer o problema e que irá conversar com os criadores. Técnicos da Companhia de Saneamento Ambiental de São Paulo devem ir ao local para apurar o caso.


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