Com alta do dólar e bom movimento no físico, as cotações do milho fecharam em alta na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), segundo o que indica a TF Agroeconômica. “A forte alta de 1,76% do dólar, contra um fechamento estável na CBOT estimulou a atividade de exportação do milho, que já tinha tido movimento significativo no dia anterior. Como se sabe, a exportação enxuga a disponibilidade interna e provoca disputa entre exportadores e indústrias, elevando os preços”, comenta.
“Com isto, as cotações futuras fecharam em alta: o vencimento setembro/22 fechou a R$ 84,05, alta R$ 0,44 no dia e queda de R$ 0,61 na semana (últimos 5 pregões); já novembro/22 fechou a R$ 89,58, alta de R$ 0,09 no dia e de R$ 0,52 na semana e janeiro/23 fechou a R$ 93,43, alta de R$ 0,27 no dia e de R$ 0,33 na semana”, completa.
A cotação do milho para setembro, mês base, fechou inalterada a $ 714,50. A cotação para março 2023, início da nossa safra de verão, fechou em queda de 0,64% ou $ 4,50 cents ou a $ 695,0. “Tomada de lucros após subir para máximos nos últimos meses. Petróleo com perdas e dólar se valorizando fortemente, pressionaram as commodities agrícolas. Perspectivas de menor produção do USDA nos EUA, seca afetando a safra na Europa e temores sobre o ritmo de embarques da Ucrânia sustentaram os preços”, indica.
“Após o fechamento, o NASS cobriu o progresso do milho até o 11 de setembro. Eles descobriram que 95% da colheita havia passado do estágio de massa, com 77%. amassado. Isso se compara a 63% na semana passada e 79% em média. Um quarto da safra nacional estava madura, acima dos 15% da semana passada e 5% abaixo do ritmo médio”, conclui.