MT: Pecuaristas apresentam demandas à Casa Militar

Agronegócio

MT: Pecuaristas apresentam demandas à Casa Militar

Invasões de propriedades rurais produtivas e legalizadas e furtos e roubos de gado no campo
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Invasões de propriedades rurais produtivas e legalizadas e furtos e roubos de gado no campo. Estes foram os principais temas de uma reunião entre representantes da pecuária e a Casa Militar do Estado de Mato Grosso. O presidente do Fundo de Apoio à Bovinocultura de Corte (FABOV), Jorge Pires de Miranda, destaca que a segurança no campo deve ser prioridade para o Estado. “Além dos constantes roubos de gado, temos fazendas com mais de duas reintegrações de posse executadas e que continuam sendo invadidas. O produtor faz sua parte atuando dentro da lei, pagando seus impostos e contribuições, e o Estado tem que cumprir a parte dele com o produtor”, afirma Jorge.

Para o diretor de relações públicas da Acrimat, o pecuarista Luiz Fernando Conte, de Juara, é preciso segurança para que os produtores possam ter tranquilidade para trabalhar. “Trazemos hoje à Casa Militar a extrema preocupação do setor para que o Estado se faça presente nas regiões mais afetadas pelas invasões, garantindo os direitos à propriedade. A maioria dos casos acontecem em áreas de floresta, muitas delas em reservas legais e de manejo, onde é proibido o corte raso de madeira, ação certa nos casos de invasão”, afirma Conte.

Outra forte demanda dos pecuaristas são os crescentes casos de abigeato, roubo ou furto de gado nas fazendas. Somente na Baixada Cuiabana, durante o primeiro semestre, foram 30 propriedades com casos notificados à Polícia Civil de Mato Grosso. Além das perdas com o rebanho, a Acrimat, aponta que os roubos de gado também são questão de sanidade, já que o não há controle sanitário do abate das cargas. “Os casos estão cada vez mais preocupantes. O que antes era uma situação que se restringia ao abate no pasto, em pequenas quantidades, agora apresenta um sistema de logística e volume que têm impressionado os produtores. Um trabalho de quadrilhas especializadas. É preciso investigar. Descobrir como esse gado se desloca, se tem ou não as Guias de Trânsito Animal (GTA). Se sim, como ela é emitida. Onde acontece o abate, e qual o mercado a que se destina. Há prazos de medicamentos e vacinas que devem ser observados antes de abate e consumo. A falta desse controle é um grave risco à saúde pública”, destaca o diretor da Acrimat, Marcos Antonio Jacinto, pecuarista na região do Vale do Araguaia.

o secretário-chefe da Casa Militar, coronel Airton Siqueira Júnior, garantiu que as ações serão intensificadas no noroeste do Estado, região é que apresenta maior demanda de reintegrações de posse por invasões em Mato Grosso.


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