MT concentra usinas de biocombustíveis
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Agronegócio

MT concentra usinas de biocombustíveis

Sua produção deve chegar a 800 milhões de litros por ano
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O interior do Mato Grosso transformou-se num verdadeiro canteiro de obras. Boa parte das usinas que entrarão em operação daqui em diante escolheu a região por causa da proximidade da matéria-prima - no caso, a soja e o algodão -, do alto consumo e do custo do diesel, um dos mais elevados do País.

A expectativa é de que o combustível alternativo seja fonte mais barata para abastecer as frotas locais. Boa parte do combustível que sairá das duas usinas da Agrenco em Mato Grosso, por exemplo, será destinada aos 180 caminhões da empresa, às locomotivas da ALL e à frota dos agricultores, fornecedores de matéria-prima. "Mato Grosso será, disparado, o maior produtor brasileiro de biodiesel. Sua produção deve chegar a 800 milhões de litros por ano em dois a três anos", diz o diretor da RC Consultores, Fábio Silveira.

É uma questão de lógica, segundo o presidente do Grupo Maeda, Jorge Maeda. "A conta começa a ser economicamente viável, mesmo no interior do Brasil, que é longe dos portos, das refinarias da Petrobras e da infra-estrutura logística. O biodiesel tem mais chances de dar certo no meio do mato", acredita o empresário.

Maeda é um dos mais novos entusiastas do combustível alternativo. Ele e outros 380 produtores de algodão de Mato Grosso reuniram-se para criar a Cooperbio, uma usina de biodiesel com capacidade para 100 milhões de litros por ano, que terá o algodão como principal matéria-prima. As obras estão em andamento e a previsão é de que a usina entre em operação em outubro. "A usina tem matéria-prima e consumo garantido. Quanto maior o produtor, maior é a cota na Cooperbio", diz o presidente da cooperativa, João Luiz Persa, produtor de algodão em Primavera do Leste (MT). Os produtores investem R$ 30 milhões na usina, com financiamento dos Bancos do Brasil (BB) e Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

"Esse é um projeto espetacular. A gente vai produzir na "porta da cozinha" e não vai pagar imposto, pois não se trata de uma operação comercial. Isso gera eficiência e competitividade para o agronegócio brasileiro", diz Maeda.


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