MT tem saldo de 5 mil empregos

Agronegócio

MT tem saldo de 5 mil empregos

A agropecuária, um dos setores que mais emprega em Mato Grosso, foi responsável pela contratação de 6.979 trabalhadores celetistas e a dispensa de 4.521 em junho deste ano
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Desempenho da geração de vagas no mês de junho no Estado acompanhou alta verificada no cenário nacional, segundo o Caged.

Mato Grosso acompanhou o país com números positivos no mercado de trabalho formal em junho. Dados regionais do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira (16) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram um saldo de 5.453 postos de trabalho, a diferença entre as 29.945 admissões e os 24.492 desligamentos. Os setores que mais geraram empregos no mês passado foram a construção civil com 974 postos (variação positiva de 3,13%) e a agropecuária com um saldo de 2.458 postos (2,84%).

Na opinião de Luiz Carlos Richter Fernandes, presidente do Sindicato das Indústrias da Construção em Mato Grosso (Sinduscon-MT), os números positivos do setor ainda não são reflexo da confirmação da Copa em 2014 em Cuiabá e tampouco do programa federal Minha Casa, Minha Vida porque muitas destas obras estão no papel. "Os dados confirmaram que dentro da construção civil a crise não foi tão forte. Além disso, o governo federal e a iniciativa privada estão investindo muitos recursos para financiamento. Quando surge a demanda, representada pela facilidade de crédito ao mutuário final, as construturas lançam empreendimentos para atender este mercado em expansão".

Outra explicação para o aumento nas contratações está no fim do período de chuvas quando muitas obras foram retomadas. Neste primeiro semestre foram 18.739 contratações e 17.846 demissões na construção civil.

A agropecuária, um dos setores que mais emprega em Mato Grosso, foi responsável pela contratação de 6.979 trabalhadores celetistas e a dispensa de 4.521 em junho deste ano. O setor teve alta de 2,84% no mês passado e 8,58% no ano com 40.910 contratações e 33.932 desligamentos. Para Normando Corral, vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), muitas destas contratações podem estar na colheita da cana-de-açúcar que acontece a partir de maio. "A gente não sabe até quando o agronegócio, que é o maior gerador de empregos, vai continuar com números positivos. Há muitas restrições sendo impostas que poderão influenciar no futuro".

No país - Com a abertura de 119.495 empregos formais celetistas em junho o Brasil fecha o primeiro semestre de 2009 com saldo positivo de 299.506 novos postos de trabalho gerados. Esse resultado constitui o quinto mês consecutivo de expansão e o segundo melhor saldo mensal do ano, ligeiramente menor que o ocorrido em maio de 2009 (131.557 postos). O número de admissões em junho foi de 1.356.349 e o de desligamentos foi de 1.236.854.

"Entre todos os países do G-20, o Brasil é o único com saldo positivo de empregos. O poder de compra, alavancado com o bom crescimento do salário médio dos brasileiros ao longo dos últimos anos, é que está promovendo a continuação da produção, que movimenta a economia", destacou o ministro Carlos Lupi.

A elevação do emprego em junho de 2009 é resultado do desempenho positivo de quase todos os setores de atividade econômica. Em termos absolutos, os setores que mais contribuíram para o resultado verificado foram a agricultura, com 57.169 postos de trabalho, serviços (22.877), a construção civil (18.321) e o comércio (17.522).


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