Municípios gaúchos lutam para constar em zoneamento

Agronegócio

Municípios gaúchos lutam para constar em zoneamento

Estudo que recomenda área para plantio de cana-de-açúcar será debatido hoje
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Representantes de municípios das regiões Central e Missões que ficaram de fora do zoneamento agroclimático da cana-de-açúcar participam hoje de audiência pública da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa (AL) em Jaguari. Desde a publicação da portaria, em abril, 14 cidades pediram a inclusão, que garante acesso a crédito público e seguro contra problemas climáticos. Também há pedidos de cidades do Norte e do Planalto.

O presidente do Sindicato Rural de Jaguari, Vilson José Turchetti, questiona a demora, uma vez que estudos feitos anteriormente pela Fepagro apontavam viabilidade técnica. "Investidores paulistas nos procuraram, interessados em instalar usina na região para a produção de etanol mas, para isso, precisamos ser incluídos no zoneamento."

Segundo o superintendente do Ministério da Agricultura (Mapa) no Estado, Francisco Signor, a empresa Agroconsult trabalha na reavaliação técnica. A expectativa é que os municípios sejam incluídos no zoneamento 2009/10, que deve ser publicado até agosto. Como o período de plantio passou, não haveria motivo para pressa.

A portaria do Mapa em vigor autoriza a implantação de canaviais em 216 municípios gaúchos. Destes, 182 têm produtividade superior a 60 toneladas por hectare e poderão fabricar açúcar e etanol. O restante terá a colheita voltada para outros fins, como cachaça e melado. Alguns municípios conseguiram tomar crédito para o plantio, encerrado em maio. O Banco do Brasil financiou produtores em 18 cidades, como Porto Xavier, Santo Antônio da Patrulha e Horizontina.

Apesar do crédito liberado, o setor reivindica a criação de linhas específicas que não comprometam as demais culturas. O valor tomado no banco é subtraído do limite de R$ 30 mil por produtor para custeio de todas as culturas na propriedade. "Queremos evitar uma disputa por recursos, o que pode limitar o desenvolvimento do setor", pondera o coordenador da Comissão de Economia e Desenvolvimento Sustentável da AL, Luis Alberto Bairros.


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