Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) o filho fechou misto novamente, com os mesmos motivos do ano anterior, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “O mercado está precificando para baixo a sobra da Safrinha de 2022, mais a produção de verão de 2022 e para cima a entressafra (maio), quando poderá faltar matéria-prima se o ritmo de exportações voltar a fluir, como se espera”, comenta.
“Evidentemente está é uma antecipação do mercado, porque poderá acontecer o fator clima e modificar tudo novamente. Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em queda: o vencimento março/23 fechou a R$ 86,20, queda de R$ 0,58 no dia e de R$ 0,76 na semana; maio/23 fechou a R$ 87,28, queda de R$ 0,03 no dia e alta de R$ 0,03 na semana; o vencimento de julho foi de R$ 86,56, alta de R$ 0,53 no dia e queda de R$ 0,15 na semana”, completa.
Em Chicago o milho fechou em queda pela alta do dólar, queda do petróleo e vendas dos Fundos. “A cotação de março fechou em baixa de -1,17% ou $ -7,50/bushel a $ 634,50. A cotação para julho 2023, início da nossa safra de inverno, fechou em baixa de -1,37% ou $ - 8,50 bushel a $ 614,00. O USDA reduziu as estimativas de produção para a Argentina, em um volume maior do que o esperado pelo mercado. Por sua vez, ajustou os estoques finais para os EUA, mantendo um balanço bastante reduzido”, indica.
“Os dados globais WASDE reduziram a produção de milho em 3,84 MMT, embora a Argentina tenha sofrido um corte de 7 MMT para 40 flat. O palpite médio do comércio era ver 43,4 MMT para a Argentina. O Brasil ficou UNCH em 125. O comércio global foi reduzido em 6,36 MMT para 174,7 MMT. Carryout foi aumentado em 1,2 MMT para 296,5”, conclui.