Uma calda de herbicida já pronta, sem nenhuma alteração de dose, passou de nota 5,3 para 8,3 no controle de gramíneas perenes em soqueira de cana-de-açúcar. A única diferença entre os dois tratamentos foi a adição de OCC — tecnologia de nanocarreamento distribuída no Brasil pela Nutristrahl — a 0,01% do volume de calda.
A avaliação seguiu a escala EWRC, que vai de 1, ausência de sintomas na planta daninha, a 9, morte da planta. São três pontos de diferença em nove, o que a Nutristrahl apresenta como ampliação de 56% na nota média de controle. Mesmo herbicida, mesma dose, mesma área e mesma janela de aplicação.
Na escala, as notas intermediárias descrevem planta daninha com dano visível, mas ainda capaz de rebrotar; as notas altas, planta sem recuperação. É essa diferença que aparece no campo como escape, ou como ausência dele.
O que mudou no campo
Nas parcelas com a calda padrão da usina, o relatório do ensaio registra maior frequência de escapes de braquiária e de mamona. Escape costuma levar ao repasse, custo operacional que não estava previsto na conta do insumo.
Nenhum dos tratamentos apresentou sintoma de fitotoxicidade na cana. E, como as doses foram idênticas nos dois, a diferença de controle não pode ser atribuída a mais produto no tanque, e sim ao que aconteceu com o produto depois de aplicado.
A nanotecnologia dentro da calda
O OCC é um nanocarreador baseado em micelas lipídicas. Dissolvido na água da calda, dispersa-se em partículas de 2 a 4 nanômetros, que se organizam ao redor dos princípios ativos presentes na mistura e formam micelas lipídicas de 200 a 400 nanômetros.
A razão é química. A maior parte dos ativos agrícolas é polar, enquanto a cutícula da folha é apolar, de natureza lipídica — a velha incompatibilidade entre água e óleo. A micela apresenta o ativo em uma superfície compatível com a membrana vegetal. Segundo a Nutristrahl, o efeito é penetração mais eficiente e permanência ativa por mais tempo, já que a micela também protege o composto da degradação ultravioleta.
O produto não substitui o herbicida nem altera a recomendação agronômica: é adicionado à própria calda, no momento do preparo, sem equipamento adicional. E não tem ação fisiológica sobre a planta — todo o seu efeito depende dos ativos com os quais é aplicado.
Como o ensaio foi conduzido
O experimento foi instalado em 20 de setembro de 2023, em soqueira de cana no Sul de Goiás, para controle de gramíneas perenes em pós-emergência inicial, com condução técnica da DATAGRO. A aplicação foi feita com pulverizador autopropelido, a 100 litros por hectare, com 28 °C à sombra, em parcelas de cerca de 500 metros e três repetições.
O tratamento padrão da usina reunia quatro herbicidas — clomazona, a 2,7 kg/ha; diurom associado a hexazinona, a 1,5 kg/ha; MSMA, a 0,6 litro/ha; e 2,4-D, a 1,0 litro/ha —, além de adjuvante. O segundo recebeu exatamente a mesma calda, nas mesmas doses, com a adição de OCC. As notas de controle foram atribuídas aos 60 dias.
A avaliação foi única: o ensaio não acompanhou o comportamento do residual ao longo do tempo, e a nota EWRC mede sintoma na planta daninha, não produtividade da cana. Os números valem para as condições do experimento — uma cultura, um estágio, um grupo de plantas daninhas, um volume de calda e uma safra.
Dose e intervalo seguem com o engenheiro agrônomo responsável, dentro das recomendações de bula. A Nutristrahl afirma trabalhar com teste na operação do próprio produtor antes de qualquer recomendação de escala, e mantém ensaios de campo em diversas culturas. Entre elas: cana, soja, café arábica e uva de mesa.
Baixe o infográfico gratuito da Nutristrahl: 7 pontos onde a aplicação de defensivos perde eficácia.
