PESQUISA

Nasa apoia desenvolvimento de vegetais adaptados ao espaço

O projeto já foi capaz de identificar 106 variedades de plantas que poderiam reagir bem ao espaço
Por: -Leonardo Gottems
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A agência espacial americana, Nasa, está fazendo uma série de parcerias com  estudantes, jardineiros e botânicos a fim de desenvolver plantas que se adaptem bem ao espaço. A criação de hortas que tem condições para serem produtivas fora do planeta é importante porque os astronautas consomem produtos liofilizados que acabam perdendo seus nutrientes com o tempo, o que não aconteceria com os vegetais.  

O Jardim Botânico de Fairchild, na Flórida, é um dos locais que mais tem se destacado nas pesquisas que receberam um investimento de 1,24 milhão de dólares e são desenvolvidas há quatro anos. O projeto, que já foi capaz de identificar 106 variedades de plantas que poderiam reagir bem ao espaço e conta com a participação de 15.000 alunos de 150 estabelecimentos escolares. 

De acordo com Carl Lewis, um dos participantes das pesquisas e diretor do Jardim Botânico de Fairchild, na Flórida, não é uma tarefa fácil criar essas plantas porque quando não há gravidade as sementes flutuam, a água se aglutina em gotículas e a luz e o ar precisam ser bem regulados para conseguir reproduzir fielmente o sol e o vento. “Há dezenas de milhares de plantas comestíveis na Terra que poderiam ser úteis, mas não é fácil saber quais são as melhores para produzir alimentos destinados aos astronautas”, explica. 

Essas dificuldades também são compartilhadas pelos astronautas que vivem a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), localizada na órbita da Terra a 400 km de altitude. De lá os pesquisadores testam a primeira câmara portátil para cultivar no espaço desde 2014, que é equipada com lâmpadas LED e batizada de Veggie. 

Apesar de no início as primeiras alfaces cultivadas não germinarem e após sucumbirem à seca, em 2015 os pesquisadores conseguiram degustar a primeira folha de salada cultivada no espaço. Segundo Ricky Arnold, um dos astronautas envolvidos nos experimentos, apesar das colheitas esporádicas e dos pés de alface produzirem apenas uma ou duas folhas por vez, os resultados são satisfatórios. “A textura dos alimentos, sejam quais forem, é muito similar”, disse sobre os liofilizados. Mas “quando você pode colher sua própria alface, o simples fato de degustar uma textura diferente representa uma distração muito agradável diante do menu padrão”. 

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