O mercado do milho do Rio Grande do Sul tem preços em queda, com compradores fora e possibilidade de 40% de perdas, de acordo com a TF Agroeconômica. “Os dias de chuva e tempo favorável foram benéficos ao início do plantio de milho no Rio Grande do Sul, mas nas últimas semanas, o clima mudou bastante no estado e hoje tem-se um stress hídrico que deve ser bastante complicado à cultura do estado. Em grande parte das lavouras implantadas, já se falam em perdas de até 40%, que é potencializada a cada dia que não se chove”, comenta.
Santa Catarina tem dificuldade no ajuste de preços e sem reporte de negócios. “Com todos os grandes compradores abastecidos em relação aos seus volumes, o estado catarinense demonstra calmaria para o mercado do milho, e nada se viu em relação a negócios. Indicações de R$ 88,00 mais ICMS no CIF oeste, com lotes do Mato Grosso dispostos a R$ 91,00 mais impostos”, completa a consultoria.
No Paraná as ofertas de milho paraguaio ainda persistem, mas compradores buscam melhores preços. “Foram pouquíssimos os movimentos em torno do milho no dia de hoje no Paraná. Do lado da compra, não é raro se ouvirem players relatando pleno abastecimento para dezembro, e alguns inclusive para janeiro, cumprindo apenas com poucos volumes. Pela venda, se ainda restam produtores com lotes, estes brigam pelos últimos bons preços – se é que ainda existem”, indica.
“Hoje viram-se ofertas de milho paraguaio entrega novembro a US$ 288,00 por tonelada, cerca de R$ 92,47 a saca, considerando um dólar de RS 5,47 para o mês. O mesmo lote, oferecido no oeste do Estado, não encontrou compradores, já que por lá, hoje, viram-se negócios a R$ 91,00 a saca, colocado nas indústrias. Preços porto permanecem entre R$ 72,40 em julho/22 a R$ 69,20 em média no setembro/22”, conclui.