Nordeste terá extensão rural digital
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Imagem: Pixabay

ASSISTÊNCIA

Nordeste terá extensão rural digital

Agricultores familiares receberão serviços de consultoria agrícola digital
Por: -Eliza Maliszewski
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O Ministério da Agricultura e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) fecharam uma parceria para ofertar extensão rural digital para pequenos agricultores do Nordeste. Programa foi desenvolvido pelo Prêmio Nobel de Economia 2019, Michael Kremer, professor de Economia da Universidade de Harvard.

O PAD - Agricultura de Precisão para o Desenvolvimento, fornece ao produtor informações de extensão rural por meio de mensagens de celular, duas vezes por semana. Com linguagem simples, ele terá acesso a dados meteorológicos, técnicas de plantio, manejo das culturas, informações sanitárias e do rendimento das colheitas. As mensagens chegam até mesmo aos agricultores que vivem em locais sem internet, pois o sinal de telefonia é suficiente para recebê-las.

O programa já alcançou 3,6 milhões de agricultores em oito países da África e da Ásia, entre eles Bangladesh, Etiópia, Índia, Quênia, Paquistão, Ruanda, Uganda e Zâmbia. No Brasil a meta é alcançar 1 milhão de agricultores. No Nordeste, região escolhida para a primeira fase, devem ser 100 mil pequenos produtores, incluindo atividades importantes no local como plantio de milho e feijão e criação de ovinos e caprinos.

Michael Kremer mostrou dados de análises, feitas na África e na Ásia, demonstrando que os serviços do PAD impactam de forma positiva na vida dos agricultores, como aumento dos ganhos de produtividade em 4%, crescimento do uso de insumos em 22% e incremento da renda para famílias em situação de vulnerabilidade. “O digital não é uma substituição é uma forma de melhorar a extensão rural”, destacou.

Além do Brasil, a Colômbia estuda o uso da consultoria digital de serviços de extensão rural.“É uma maneira inteligente de enfrentar os efeitos e as ameaças da pandemia sobre a segurança alimentar e de continuar inovando, o que é a marca do agronegócio brasileiro”, destacou Tereza Cristina.


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