Nortão de MT não é beneficiado

Agronegócio

Nortão de MT não é beneficiado

Pela proposta do governo, são R$ 92,5 bilhões para agricultura comercial e outros R$ 15 bilhões para agricultura familiar
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Sinop - A colheita do milho ainda está em fase inicial nas lavouras de Sinop e região, no norte de Mato Grosso, mas muitos produtores já começam a viabilizar recursos para a próxima safra. O anúncio de 37% de aumento do Plano Safra 09/10, em relação a 08/09, não deve fazer diferença para o segmento. A avaliação é do presidente do Sindicato Rural de Sinop, Antônio Galvan.

Segundo ele, para ter acesso aos recursos do governo federal, os agricultores precisam apresentar a Licença Ambiental Única (LAU) de suas áreas, exigência que somente uma minoria consegue atender. "O nosso problema aqui é ambiental. Muitos produtores estão há anos aguardando a liberação da LAU, mas os processos estão parados nos órgãos ambientais. O entrave é que muitos desmataram mais do que a lei permite hoje, seguindo a legislação anterior, e hoje não conseguem se regularizar".

Pela lei atual, podem ser desmatados somente 20% das áreas de mata em território amazônico. Há alguns anos, esse percentual chegava a 80%. Depois caiu para 50% e, posteriormente, para 20%. "Ano passado sobrou muito dos recursos do governo em nossa região, porque são poucos que têm a licença e conseguem ter acesso ao Plano Safra".

Outro entrave, segundo Galvan, é que algumas propriedades estão localizadas nos municípios elencados como maiores desmatadores da Amazônia, impedidas de terem acesso às linhas de crédito do governo. A saída para esta parcela do setor é o acesso a pacotes nas tradings e revendedoras de insumos, o que acaba ficando mais caro para o bolso do agricultor, ou ainda, a aquisição dos produtos com recursos próprios.

Já no cenário brasileiro, o pacote do governo foi recebido com bons ânimos. Na avaliação da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), mesmo ficando abaixo do esperado para a safra 09/10, o volume anunciado pelo governo federal pode beneficiar realmente o setor se o acesso aos recursos for facilitado.

Pela proposta do governo, são R$ 92,5 bilhões para agricultura comercial e outros R$ 15 bilhões para agricultura familiar.


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