Nova estratégia alia biológico e inseticida contra Spodoptera
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Imagem: Nadia Borges
TECNOLOGIAS

Nova estratégia alia biológico e inseticida contra Spodoptera

Dano foliar provocado pela lagarta às plantas diminuiu entre 60% e 70%
Por: -Leonardo Gottems

A AgBiTech anunciou o lançamento no mercado de uma nova solução tecnológica para o controle da lagarta Spodoptera frugiperda – uma das mais danosas pragas das culturas de milho e algodão. Trata-se de uma estratégia de associação de um bioinseticida à base de baculovírus (Cartugen) a inseticidas químicos com ação de choque.

De acordo com a AgBiTech, ao aliar o biológico com o ingrediente ativo químico de choque metomil, o dano foliar provocado pela lagarta às plantas diminuiu entre 60% e 70%. A vantagem é que o agroquímico sugerido possui ampla oferta no mercado, sendo distribuído por várias empresas de defensivos agrícolas.

Segundo o gerente de Pesquisa & Desenvolvimento da AgBiTech, engenheiro agrônomo Marcelo Lima, a nova solução de manejo da Spodoptera frugiperda lançada registrou resultados positivos em 75% das áreas analisadas. Para ele, os principais benefícios transferidos pelo método ao algodoeiro são a proteção de estruturas reprodutivas e o aumento destas, “com ganho médio de treze estruturas por metro linear”.

Germison Tomquelski, pesquisador da Desafios Agro, de Chapadão do Sul (MS), explica que, associado ao inseticida metomil, o bioinseticida da AgBiTech age de maneira similar a um produto da categoria ‘protetor’. O principal atributo técnico é o de assegurar eficácia ao manejo de resistência de pragas a agroquímicos.

Lima explica que “essa característica de Cartugen é altamente relevante, na medida em que não há no Brasil, neste momento, uma nova molécula química inseticida pronta para o mercado de lagartas. É preciso, portanto, preservar a durabilidade das tecnologias químicas mais viáveis economicamente ao produtor, sob pena de perdas crescentes nas lavouras de agora às próximas safras”. 

A entomologista da Fundação Chapadão, Suélen Moreira, assinala que diante de populações de lagartas cada vez mais resistentes a inseticidas, há hoje poucas opções economicamente viáveis para o produtor fazer o manejo eficaz da praga. “Vírus favorecem o controle e ajudam a preservar a produtividade”, resume a pesquisadora. Conforme Suélen, numa ‘área-testemunha’ de algodão de Mato Grosso do Sul, a associação de baculovírus ao metomil resultou na produção de quase 5 toneladas da pluma (333 arrobas) por hectare.

“O tratamento envolvendo inseticida biológico e inseticida de choque tem mostrado resposta rápida e evitado danos ocasionados pela lagarta. Notamos ainda que o período de controle da praga é mais longo, de sete a dez dias, na comparação a outros métodos”, reforça Tomquelski. Ele vem trabalhando com o inseticida biológico há três safras, no algodoeiro e no milho.


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