Novas tecnologias e perspectivas para o agronegócio gaúcho

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Novas tecnologias e perspectivas para o agronegócio gaúcho

Jornada em Jaguari reúne especialistas e produtores das principais cadeias produtivas
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Jaguari - As principais atividades do agronegócio desenvolvido na região Centro do Rio Grande do Sul estarão em debate na sexta edição da Jornada Tecnológica e Perspectivas para o Agronegócio de Jaguari, cidade localizada a 402 quilômetros de Porto Alegre. Pecuária de corte, plantio de arroz, cultura da cana-de-açúcar e produção de cachaça são os temas do ciclo de palestras que será realizado nesta sexta-feira (14), a partir das 9h, na Casa de Cultura Irmã Zenaide.

Os promotores são o Sindicato Rural de Jaguari e o Programa Juntos Para Competir, impulsionado pelo Sebrae/RS. A participação, gratuita, pode ser garantida através de inscrição pelo telefone (55) 3255-1801 ou na sede do sindicato. A expectativa entre os realizadores é de que 300 pessoas participem.

O Sebrae/RS é um dos agentes desenvolvedores do Programa Juntos Para Competir, que busca organizar e aprimorar as cadeias produtivas do agronegócio gaúcho. São beneficiadas por ele a bovinocultura de corte, a suinocultura, a ovinocaprinocultura, a fruticultura, a floricultura, a vitivinicultura, a apicultura e a cultura da cana-de-açúcar e derivados. Também impulsionam a iniciativa o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul).

O presidente do Sindicato Rural de Jaguari, Vilson Turchetti, diz que o encontro é bastante esperado por todos, pois traz orientações sobre a vida animal e estudos de mercado. “O encontro permite que agricultores que planejem melhor e saibam, antes mesmo de arar o solo, onde e como comercializar a safra. Não adianta dominar o plantio e a colheita, se não souber fazer nada da porteira para fora”, alerta.

A gestora de projetos da Regional Sebrae/RS Centro, Fabiana Kellermann de Freitas, destaca que a jornada é uma das ações estruturantes do Programa Juntos para Competir dentro do projeto Derivados de cana-de-açúcar na Região Centro.

“Aumento de produtividade e qualidade são resultados que o projeto busca. Para alcançá-los, eventos como o que vamos realizar são fundamentais, já que propagam entre os principais interessados a difusão das tecnologias geradas pela pesquisa. A finalidade da jornada é esclarecer, capacitar e qualificar os produtores nas atividades que são a base econômica do município e região”, informa Fabiana.

Foco para a cana-de-açúcar

Em 2009, conforme demanda pesquisada entre os produtores atendidos pelo projeto, o principal debate será em torno dos estudos sobre as variedades de cana. O engenheiro agrônomo João Guilherme Casagrande Jr. comandará o painel 'Desempenho de Variedades da Cana-de-Açúcar no Rio Grande do Sul'. Casagrande Jr. é coordenador do curso superior de Tecnologia em Produção Sucroalcooleira da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, no campus São Luiz Gonzaga, e pesquisador de culturas agroenergéticas, oleaginosas e sacarídeas junto a Embrapa Clima Temperado de Pelotas.

Na programação também estão previstas palestras sobre controle do carrapato, organização do agronegócio para a competitividade e perspectivas para o agronegócio.

Produção e informação

De acordo com o Sindicato Rural da localidade, Jaguari, localizado na mesorregião Centro Ocidental Rio-grandense, apesar de uma fabricação totalmente informal e artesanal, é o maior produtor de cachaça do Estado. São aproximadamente três milhões de litros, mil hectares de área de plantio de cana-de-açucar e 250 alambiques em atividade.

O presidente do Sindicato Rural, Vilson Turchetti, revela que os produtores locais têm média de colheita de 50 toneladas por hectare. “Mas com manejo, adubação e variedade adequada este número pode chegar a 100 toneladas. A palestra da jornada supre exatamente a necessidade que muitos deles têm de conhecer novas técnicas, espécies da planta e alternativas diferenciadas de cultivo”, acrescenta.

Projeto para o setor

O projeto do Sebrae/RS beneficia 30 produtores instalados nos municípios de São Pedro do Sul, Jaguari e Mata. A iniciativa começou a vigorar no início de 2008 e seu público-alvo são os participantes da Cooperativa de Derivados de Cana-de-Açúcar (Coodercana). Também fornecem suporte e viabilizam a ação o Instituto Federal Farroupilha, Coopeagro, de São Pedro do Sul, e prefeituras municipais, sindicatos rurais e associações de Comércio e Indústria de Jaguari e São Pedro do Sul.

Uma das principais metas é legalizar a cachaça da região, onde a maioria dos empreendedores é informal, estruturar a gestão das propriedades e adequar os alambiques às normas e controles do ministério da Agricultura e Fepam. “Com isso, possibilitaremos que acessem mais mercados e promoveremos a consolidação da Coodercana”, explica a gestora Fabiana.

Cachaça da boa

A cachaça de alambique diferencia-se da cachaça industrial por seu processo de produção. Originada de pequena destilaria, é feita com cana-de-açúcar cortada a mão e selecionada. A moagem ocorre no máximo 24 horas após o corte, aproveitando-se apenas as partes nobres da planta. Os alambiques utilizados são de cobre, material recomendado para a produção de destilados nobres.

O produto gaúcho é reconhecido nacional e internacionalmente por sua qualidade. Além de Brasil, a cachaça de alambique produzida no Estado é comercializada em países.

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