Novas uvas desenvolvidas especialmente para o semiárido brasileiro

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Novas uvas desenvolvidas especialmente para o semiárido brasileiro

Comemorações dos 46 anos da Embrapa foram o cenário escolhido para a assinatura do convênio de cooperação técnica
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As comemorações dos 46 anos da Embrapa foram o cenário escolhido para a assinatura do convênio de cooperação técnica entre a Empresa de Pesquisa e a Associação dos Produtores de Uvas do Vale do São Francisco para acelerar o desenvolvimento de novas cultivares de uva de mesa especialmente adaptadas ao semiárido brasileiro.

“Queremos tentar um bilhão de reais em exportações. Já estamos em 45 países e, com certeza, com o sabor das uvas que a Embrapa está desenvolvendo, vamos conquistar novos clientes e consumidores no mercado interno e externo”, sentenciou Arnaldo Eijsink, diretor da Associação dos Produtores de Uvas do Vale do São Francisco, após a assinatura do convênio, na tarde do dia 24 de abril, em Brasília (DF).

Segundo o chefe-geral da Embrapa Uva e Vinho, José Fernando da Silva Protas, a parceria irá viabilizar uma maior rapidez na avaliação das seleções, garantindo a continuidade da competitividade dos viticultores do semiárido brasileiro. “FALA PROTAS SOBRE A IMPORTÂNCIA DA ASSINATURA.

O Covênio estabelece uma parceria para os próximos seis anos, no quais serão avaliadas novas seleções de uvas desenvolvidas pelo Programa de Melhoramento Genético "Uvas do Brasil" (https://www.embrapa.br/uva-e-vinho/programa-uvas-do-brasil), coordenado pela Embrapa Uva e Vinho, diretamente com os viticultores integrantes da Associação dos Produtores de Uvas do Vale do São Francisco. Além do desempenho no campo, com testes agronômicos relacionados à produtividade, qualidade e tolerância a doenças, também serão realizadas avaliações mercadológicas.

A parceria visa disponibilizar de forma mais rápida novas cultivares, como a BRS Vitória (https://www.embrapa.br/uva-e-vinho/busca-de-solucoes-tecnologicas/-/produto-servico/1163/uva-brs-vitoria), que pelo seu sabor diferenciado conquistou o mercado europeu, trazendo uma importante vantagem competitiva à balança comercial brasileira: exportações de uvas entre abril e dezembro, fazendo o País abocanhar boa fatia do mercado que nessa época costumava ser abastecido pelas uvas da Itália, Espanha e Grécia, pelo preço mais acessível.

Além da atuação da Embrapa Uva e Vinho e dos produtores vinculados à Associação dos Produtores de Uvas do Vale do São Francisco, o projeto conta com a importante colaboração da equipe da Embrapa Semiárido (Petrolina-PE)

Desde 1977, a Embrapa Uva e Vinho vem conduzindo o Programa de Melhoramento Genético 'Uvas do Brasil', voltado para a obtenção de cultivares para mesa, suco e vinho, especialmente adaptadas às diferentes condições edafoclimáticas brasileiras. Já foram lançadas 21 cultivares que têm como características uma elevada produtividade, diferentes ciclos de produção e alta resistência às doenças que atacam a cultura da videira, como o míldio e o oídio.

O germoplasma básico utilizado nos cruzamentos é obtido a partir dos materiais disponíveis no Banco Ativo de Germoplasma - Uva, mantido pela Embrapa Uva e Vinho. Com 1400 acessos, é o maior acervo de germoplasma de videira de toda a América Latina.

Atualmente, o Programa de Melhoramento 'Uvas do Brasil' utiliza métodos clássicos de melhoramento, como seleção massal, seleção clonal e hibridações. Ações de ajuste de manejo de seleções avançadas vêm sendo desenvolvidas paralelamente ao Programa de Melhoramento, no sentido de viabilização destes materiais.

Ferramentas de Biologia Avançada como micropropagação, resgate de embriões para viabilização de sementes em cruzamentos de uvas apirênicas e uso de marcadores moleculares que permitam a seleção precoce estão sendo incorporados ao Programa. Também já se faz uso rotineiro do desenvolvimento de perfis genéticos visando a proteção das novas cultivares.

(BOX) Cultivares da Embrapa que fazem sucesso em clima tropical:

Desenvolvidas especialmente para o nordeste brasileiro, as cultivares BRS Vitória, BRS Isis e BRS Núbia conquistaram os produtores do semiárido brasileiro, pela suas características, como maior resistência a doenças e produtividade. A BRS Vitória é a favoritíssima, pois o seu sabor diferenciado abriu muitas portas , tanto para a exportação como para o mercado nacional. Já a BRS Núbia..... e a BRS Isis....

Além das uvas de mesa, as cultivares de uva para suco  BRS Cora, BRS Magna e Isabel Precoce conseguiram colocar o nordeste no circuito de produção de suco de uva de qualidade no Brasil ( https://www.embrapa.br/en/busca-de-noticias/-/noticia/40698686/ciencia-coloca-o-nordeste-no-circuito-de-producao-de-suco-de-uva-de-qualidade).  Mais um bom exemplo que a agricultura brasileira é movida a Ciência!


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