As temperaturas devem ficar acima da média histórica em todo o Brasil durante novembro de 2026, mas o comportamento das chuvas será diferente entre as regiões. O prognóstico divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) aponta excesso de precipitação em áreas do Sul, de Mato Grosso do Sul e de São Paulo, enquanto grande parte da porção centro-norte do país deve enfrentar volumes inferiores aos habituais.
O contraste aparece com maior intensidade no Sul, onde a chuva pode ultrapassar a média mensal em pelo menos 75 milímetros em determinadas áreas. No noroeste e no centro-ocidental do Rio Grande do Sul, o excedente pode superar 150 milímetros, o maior desvio positivo destacado pelo instituto para novembro.
Em outras partes do país, a tendência é oposta. Áreas de Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e estados das regiões Norte e Nordeste apresentam previsão de acumulados abaixo da média. Essa diferença na distribuição das precipitações é um dos principais fatores a serem observados pelo setor agropecuário ao longo do mês.
No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul apresenta condições distintas dentro do próprio estado. A porção sudoeste deve receber chuva acima do padrão histórico, enquanto outras áreas da região, como o norte de Goiás, o Distrito Federal e o noroeste de Mato Grosso, têm indicação de volumes menores. Parte do norte mato-grossense também aparece entre as localidades com expectativa de precipitações acima da média.
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São Paulo é outro estado com perspectiva de volumes mais elevados, especialmente entre os municípios de Assis e Itapetininga. Em Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro, por outro lado, o cenário predominante é de chuva abaixo do normal. O INMET também identifica possibilidade de precipitações irregulares entre o Triângulo Mineiro e a Zona da Mata.
Além das diferenças nos acumulados, novembro deve ser marcado por temperaturas superiores aos valores climatológicos em todas as cinco regiões brasileiras. Os desvios mais expressivos são esperados no Centro-Oeste e Sudeste, onde algumas áreas podem registrar médias até 2 °C acima do padrão histórico.
Em Mato Grosso do Sul e no noroeste de Mato Grosso, a elevação pode atingir 2 °C. Nas demais áreas do Centro-Oeste, os desvios previstos chegam a 1,5 °C. No Sudeste, o aquecimento mais acentuado deve ocorrer no centro de Minas Gerais, no leste e centro-sul de São Paulo e no norte do Rio de Janeiro, próximo ao Espírito Santo.
O Nordeste também aparece entre as regiões com predomínio de chuva abaixo da média. A redução dos acumulados deve ser mais evidente em áreas entre o Maranhão e a Bahia. Já Ceará, Rio Grande do Norte e partes da Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe apresentam possibilidade de volumes próximos aos registros climatológicos de novembro.
As temperaturas nordestinas podem superar a média em até 2 °C, especialmente no sul do Piauí e nas áreas central e oeste da Bahia. Próximo ao litoral, a previsão aponta desvios menores, entre 0,4 °C e 1 °C, enquanto localidades entre Pernambuco, Ceará e o norte baiano podem registrar elevação de até 1,5 °C.
Na Região Norte, a irregularidade das chuvas também será uma característica do período. Pará, Tocantins e Roraima estão entre os estados com indicativo de precipitações inferiores à média, assim como setores do Acre, Amazonas e Rondônia.
Em contrapartida, o oeste do Acre e do Amazonas, a região de Madeira-Guaporé, em Rondônia, e o norte do Amapá apresentam possibilidade de volumes dentro ou acima dos padrões históricos. O calor deve permanecer acima da média em toda a região, com desvios de até 2 °C no sudeste paraense e no centro do Tocantins.
Mesmo nas áreas com perspectiva de maior volume de chuva, as temperaturas não devem apresentar comportamento abaixo do normal. No Sul, o INMET projeta desvios positivos entre 0,6 °C e 1,5 °C em grande parte da região, podendo chegar a 2 °C no extremo nordeste gaúcho e no norte paranaense.