Novo presidente poderá mudar política agrícola, diz analista

POLÍTICA

Novo presidente poderá mudar política agrícola, diz analista

“O favorito é Jair Bolsonaro, que disse que as políticas ambientais do Brasil estão ‘sufocando o país’"
Por: -Leonardo Gottems
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O próximo presidente do Brasil poderá influenciar diretamente na política agrícola e ambiental do País. É isso que afirma o analista Michael Cordonnier, do Soybeans&Corn Advisor, levando em consideração o favoritismo de Jair Bolsonaro (PSL), que vem liderando as pesquisas desde a metade do primeiro turno. 

De acordo com o analista, as propostas de Bolsonaro relacionadas ao meio ambiente e a produção agrícola sustentável podem modificar o modo de pensar e de agir do agronegócio brasileiro. Para ele, certamente haveria uma política de esforços reduzidos nas questões de conservação e agricultura sustentável e mais ênfase seria dada ao desmatamento para o aumento da produção de grãos e pecuária. 

“O favorito é o candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro, um congressista que disse que as políticas ambientais do Brasil estão ‘sufocando o país’. Ele não apresentou um plano detalhado para a agricultura, mas expressou repetidas vezes seu desdém pelas regulamentações ambientais. Se eleito, ele poderia ter um impacto muito significativo nas regras ambientais, o que poderia afetar diretamente a agricultura”, comenta. 

Dentre as principais propostas ditas por Bolsonaro, o analista citou algumas como as mais significativas e as que mais podem influenciar a produção agrícola do Brasil. Dentre elas estão sugestões como unir o Ministério do Meio Ambiente ao Ministério da Agricultura, reduzir penalidades para agricultores ou pecuaristas que violarem leis ambientais, reduzir o financiamento para projetos ambientais, acabar com a demarcação de terra como reserva indígena e a retirada do País do Acordo Climático de Paris. 

Até o momento, o Brasil havia sido líder no combate ao desmatamento, ao mesmo tempo em que é o sexto maior emissor de gases de efeito estufa do mundo. No entanto, Cordonnier acredita que a intenção do Brasil de acabar com o desmatamento ilegal até 2030 deva ser adiada caso Bolsonaro seja eleito, já que ele afirma que as propostas do candidato vão contra esse projeto. 

“Isso poderia desencadear o aumento do desmatamento, o aumento das emissões de gases de efeito estufa e o aumento da competição pelos agricultores americanos. Mais terra sendo desmatada no Brasil significaria mais produção de soja, milho, algodão, gado, aves, suínos, etc”, conclui.

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