Novos nematicidas são menos agressivos ao meio ambiente

Agronegócio

Novos nematicidas são menos agressivos ao meio ambiente

Nematoides, considerados um dos principais problemas para o bom desempenho da atividade agrícola
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Os nematoides, considerados um dos principais problemas para o bom desempenho da atividade agrícola, podem atacar diversas plantas e resultar em baixa produtividade. Para controlar a doença, são adotadas várias técnicas, incluindo a aplicação de nematicida. Um projeto coordenado pela pesquisadora Andressa Zamboni Machado, do laboratório de nematologia do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), e gerenciado pela Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento do Agronegócio (Fapeagro), analisa e testa três nematicidas que podem ajudar a resolver o problema e têm o benefício de serem mais sustentáveis.

Os novos produtos – dois biológicos e um químico (menos tóxico) – devem chegar ao mercado no próximo ano. Antes disso, como explica Andressa, estão passando por vários testes que já duram cerca de três anos. “Vamos aplicando doses diferenciadas nas plantas e avaliando a toxicidade dos produtos”, revela.

Os nematicidas são testados em várias plantas, como cana-de-açúcar, café, citros, batata, algodão, entre outros, mas o foco está mesmo na soja, segundo a pesquisadora, onde os produtores estão registrando muitos prejuízos. 

“Principalmente nas lavouras do cerrado, onde o clima favorece o problema”, reforça. Mas lembra que a doença, que ataca a raiz das plantas, está espalhada por todas as regiões produtoras, inclusive no Paraná. Segundo portaria recente do Ministério da Agricultura, os nematoides foram apontados como uma das oito principais pragas da soja.

A principal vantagem desses produtos que estão sendo validados pelo laboratório de nematologia do Iapar, segundo Andressa, é que são mais sustentáveis e ambientalmente corretos. “Agridem menos o meio ambiente”, destaca. Dois deles são biológicos e são adotados no tratamento de sementes. Já o nematicida químico pode ser pulverizado.

Andressa frisa que é muito fácil disseminar o nematoide pelo campo e que o verme se adapta melhor em regiões mais quentes. A doença pode ser espalhada, por exemplo, quando a máquina agrícola passa em um terreno infestado e vai para outro ainda sem o problema, levando o verme nas rodas. Além disso, a falta de rotação de culturas, plantio contínuo de plantas suscetíveis à doença, uso de sementes sem procedência, entre outros, podem agravar a situação. “O nematoide pode provocar perdas entre 30% e 50% na lavoura”, diz, lembrando que, em alguns casos, esse índice pode subir para 80%. Sobre os principais sintomas apresentados pelas plantas doentes estão folhas mais amareladas, porte reduzido e a presença de lesões necróticas ou engrossamentos denominados galhas na raiz.

A pesquisadora observa que, após as análises dos produtos, são realizados laudos e encaminhados para o Mapa. É o ministério que avalia os resultados e libera os nematicidas para a comercialização.


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