Atualmente, segundo a TF Agroeconômica, muitos são os fatores que estão influenciando o preço da soja a cair, como por exemplo a falta de interesse comprador da China nos Estados Unidos. “Embora o total exportado pelos EUA tenha sido maior nesta temporada, até o momento (42,7 MMT em 02/03, contra 41,48 MMT no ano passado), a perspectiva de se cumprir os objetivos do USDA diminuiu, com o direcionamento dos pedidos da China ao Brasil a partir de agora”, comenta.
Os outros dois fatores que impactam essa questão são o aumento das exportações brasileiras e o grande aumento da produção do Brasil que supera a quebra da Argentina. “A ANEC-Associação Nacional de Exportadores de Cereais estimou 14,66 milhões de toneladas de exportação de soja em março, volume bem superior aos 7,56 milhões de fevereiro e aos 12,16 milhões do terceiro mês de 2022. A produção brasileira de soja deverá aumentar de 129,3 MT na safra passada para 153 MT na safra atual, uma diferença de 23,7 MT, que cobre perfeitamente a quebra de 43,9 MT para 33MT ou 10,9 MT da safra Argentina, com sobras”, completa.
No entanto, alguns fatores podem reverter o cenário, como o câmbio, se o mercado se desiludir com as promessas do governo atual, o câmbio poderá disparar. “Fatores climáticos, que eventualmente prejudiquem ou a colheita no Brasil ou as estradas (a BR 277, que dá acesso ao porto de Paranaguá está totalmente paralisada por afundamento da rodovia por causa das chuvas, já tendo causado um prejuízo de R$ 100 milhões aos sojicultores do estado e não há previsão de solução a curto prazo)”, indica.
“Fatores políticos, como, por exemplo, um acirramento da guerra da Rússia/OTAN, com o fim do escoamento de óleo de girassol na Ucrânia, ou outros fatores de ordem política, sempre imprevisíveis”, conclui.