Ocorrências de ferrugem asiática devem ser comunicadas

Agronegócio

Ocorrências de ferrugem asiática devem ser comunicadas

Goiás foi o segundo Estado brasileiro a implantar uma série de medidas para o controle da ferrugem asiática
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Goiás foi o segundo Estado brasileiro a implantar uma série de medidas para o controle da ferrugem asiática, incluindo o vazio sanitário. O primeiro foi Mato Grosso e depois dos pioneiros vários outros seguiram o exemplo, entre eles todos os Estados que fazem divisa com Goiás. Os organismos estaduais de defesa sanitária estão agora discutindo a coincidência do período estipulado para o vazio sanitário, buscando garantir mais eficácia à medida.

A gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Elíria Alves Teixeira, acredita que os programas de controle da doença vão ter melhores resultados com a ação integrada dos vários Estados produtores de soja. Segundo ela, em Goiás os produtores estão cumprindo a determinação de destruir a soja guaxa e de observar o vazio sanitário. Mas ainda não comunicam as ocorrências da doença à Agrodefesa.

Na safra 2006/2007, o sistema de controle registrou apenas 83 ocorrências da ferrugem asiática. O número é bastante pequeno, visto que a doença apareceu em praticamente todas as lavouras (882 foram registradas). “Essa é uma dificuldade que ainda temos, porque o produtor acha que não é importante fazer o registro da ocorrência. Mas estamos trabalhando para mostrar essa importância”, diz.

O objetivo da medida é criar um sistema de alerta para os próprios produtores. Se há ocorrência da ferrugem asiática em um município, os sojicultores da região podem tomar medidas para evitar prejuízos futuros, como reforçar o monitoramento das lavouras para a detecção precoce da doença.

Elíria informa que, nos dois primeiros anos de vigor da Normatização 001/2006, que estabelece as medidas para controle da ferrugem asiática, a Agrodefesa privilegiou o trabalho educativo com os produtores. Além de palestras nos municípios das regiões produtoras e da distribuição de material informativo, os fiscais da agência atuaram mais como educadores do que como agentes de fiscalização. Segundo ela, terminada a vigência do vazio sanitário deste ano, a Agrodefesa vai ser mais rigorosa com a fiscalização. Para a próxima safra, ela anuncia que serão exigidos o cadastro das lavouras e também a comunicação das ocorrências da ferrugem. Até o momento, ninguém foi multado por não ter cadastrado a área a ser cultivada com soja e por não ter comunicado as ocorrências da doença. Os fiscais da Agrodefesa visitaram a maioria das propriedades, fizeram o cadastro e orientaram os produtores, mas sem multá-los.


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