Oferta abundante freia preços em Chicago

Imagem: Nadia Borges

ANÁLISE AGROLINK

Oferta abundante freia preços em Chicago

Cotações sucumbiram no pessimismo diante de cenário climático do Cinturão Agrícola
Por: -Leonardo Gottems
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O preço da soja na Bolsa de Cereais de Chicago (CBOT) registrou na quinta-feira (25.06) baixa de 1,50 ponto no contrato de Julho/20, fechando em US$ 8,6925 por bushel. Os demais vencimentos em destaque da commodity na CBOT fecharam a sessão com desvalorizações entre 1,00 e 1,75 ponto.

“A sessão de soja terminou com perdas, em um mercado que concentrou praticamente toda a atenção nas previsões de chuvas dos EUA. De acordo com os modelos, eles estariam em torno de níveis normais beneficiando as culturas. A safra parece promissora, com potencial de produção de 112 milhões de toneladas. Por outro lado, os dados ligados à demanda externa nos EUA para o relatório semanal foram colocados online como esperado pelo mercado e não forneceram impulso”, aponta a T&F Consultoria Agroeconômica.

Os dados de vendas de exportação da semana encerrada em 18 de junho mostraram 601.857 tons de safra velha vendidos. Isso estava em linha, apontam os analistas da T&F, com as expectativas pré-relatório e 257% acima da mesma semana da última. As vendas de safra nova também estavam em linha com as estimativas de 560.745 tons. Das vendas da semana, a China registrou 565.517 tons (49% do total) com 172,5 mil de safra velha e 393k 2020/21 de soja.

MILHO

De acordo com a Consultoria ARC Mercosul, as cotações do milho em Chicago “sucumbiram no pessimismo diante de um cenário climático promissor no Cinturão Agrícola, fomentando uma produção recorde no país este ano”. A ARC continua vendo a possibilidade de os norte-americanos colherem uma safra de +406 milhões de toneladas do cereal neste ano, inflando os estoques mundiais de milho. 

“A demanda pelo grão continua desestimulada, principalmente no mercado doméstico estadunidense. Algumas indústrias e frigoríficos nos EUA haviam criado planejamento de reabertura e pleno funcionamento para algumas semanas. Entretanto, com ressurgência dos casos de COVID-19 em alguns estados do país, estas mesmas indústrias foram forçadas a abandonarem os recentes planos. O temor do mercado é que a demanda interna por milho estadunidense continue enfraquecida, desequilibrando a balança com a oferta que vem se mostrando robusta. A soja CBOT não sofreu com mesma intensidade, uma vez que as exportações norte-americanas se mostram aquecidas temporariamente”, concluem os analistas da ARC Mercosul.


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