Oferta de arroz em MT somará 528 mil toneladas
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Agronegócio

Oferta de arroz em MT somará 528 mil toneladas

Desde o início da colheita, o preço do saco de 30 kg do grão no varejo caiu 20%
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Também em curva ascendente quanto ao volume produzido, o arroz deve render 528 mil toneladas na safra 2012/2013 em Mato Grosso, aumento de 14,5% sobre as 461,3 mil (t) da temporada passada. Expansão é motivada pela maior área destinada ao plantio, que saltou de 143,4 mil hectares no ciclo passado, para 166,3 mil (ha) no atual. Os dados também são do 8º Levantamento de Safra, da Conab.

Na avaliação do presidente do Sindicato das Indústrias de Arroz do Estado (Sindarroz/MT), Ivo Fernandes Mendonça, o crescimento é decorrente da melhor rentabilidade que o produto apresentou no último ano. No entanto, ele afirma que com o início da colheita, o preço do saco de 30 quilos no varejo reduziu 20%, baixando de R$ 58 para R$ 46. “A tendência é que esse preço se mantenha até o término da safra, no fim deste mês. A partir daí poderá ter uma elevação porque haverá menos oferta do produto no mercado”, diz ao ponderar que ainda é precoce fazer uma projeção para o comportamento nos preços.

Ainda segundo os dados da Conab, a produção de arroz no país terá um crescimento menor que a mato-grossense, de 3%, passando de 11,599 milhões de toneladas para 11,945 milhões (t). Por conta disso, e associado ao baixo estoque de passagem, estimado em 1,5 milhão de toneladas, o governo federal estuda a possibilidade de vender parte do estoque do grão, caso o preço chegue a R$ 34. Atualmente, custa cerca de R$ 31.
 
Segundo o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller, o governo está atento aos preços praticados na comercialização do cereal. “Se continuar assim, vamos jogar parte do estoque no mercado. Há possibilidades de usarmos esse estoque quando o preço ultrapassar a marca dos R$ 32. Certamente faremos isso, caso atinja os R$ 34”, disse o secretário durante a apresentação do 8º Levantamento da Safra, em Brasília.
 
Na avaliação do presidente do Sindarroz/MT, essa medida, se adotada pelo governo, terá a função de controlar a inflação sobre o produto. “É uma alternativa que o Mapa tem para não deixar o preço subir para os consumidores”, diz ao alertar que se os preços caírem os produtores ficarão desmotivados e plantarão menos na próxima safra. Essa decisão refletirá a quantidade do produto no mercado, o que consequentemente aumentará os preços no varejo. “O valor que está sendo praticado hoje remunera o produtor, não como ele gostaria. Mas se cair, trará prejuízo”.

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