OIE diz que países devem trabalhar juntos para conter doenças

Agronegócio

OIE diz que países devem trabalhar juntos para conter doenças

O diretor geral disse que os países devem trabalhar de maneira cooperativa para conter epidemias de doenças animais
Por: -Assessoria de Imprensa
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Com a globalização, os países devem trabalhar de maneira cooperativa para conter as eventuais epidemias de doenças animais, disse o diretor geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), Bernard Vallat, durante a abertura da I Conferência Internacional de Laboratórios de Referência e Centros Colaboradores da OIE, que começou nesse dominfo (03-12), em Florianópolis (SC). O encontro segue até esta terça-feira (05-12) e trouxe ao Brasil cerca de 150 cientistas de 30 países – as maiores autoridades em patologias animais de todo o mundo.

Segundo o diretor, o mundo está cada vez mais globalizado. O movimento de pessoas e commodities não tem precedentes na história, assim como o movimento de elementos patogênicos neste contexto. Vallat lembrou que as mudanças de clima vão levar os vetores a migrar para novos territórios. “Novas estratégias precisam ser discutidas e implementadas para encarar este cenário não apenas no plano regional e nacional, mas, principalmente globalmente”.

Para Vallat, a responsabilidade do controle e combate das doenças é global, mas só será possível se a qualidade dos serviços veterinários melhorar. De acordo com o diretor, este investimento nas condições dos serviços trará benefícios no alívio da pobreza, acesso a mercados, saúde pública e segurança alimentar. Conseqüentemente, analisa, os países mais ricos ficarão protegidos de doenças e da importação de elementos patogênicos.

Ele acrescentou que o controle de fronteiras não é suficiente no combate de doenças. “O investimento em países pobres e em transição, que não estão livres de doenças, é a melhor maneira, em termos de custo benefício, para proteger os países livres de enfermidades animais”. Vallat disse ainda que o desenvolvimento de comunidades científicas em países pobres são uma prioridade e assinalou que, neste caso, elas deveriam contar com verbas e incentivos dos governos, agências e donativos do setor privado.

Vallat definiu o momento como histórico na trajetória da OIE. “Este encontro é realmente histórico. É a primeira vez que os melhores cientistas veterinários de todos os continentes se reúnem”, comemorou. O diretor também reafirmou o propósito da organização no combate às epidemias. “A OIE é uma organização intergovernamental inteiramente dedicada à saúde animal em todo o mundo. Nosso objetivo é melhorar estas condições internacionalmente”.

Transparência – O diretor de Defesa Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e delegado do Brasil junto à OIE, Jamil Gomes de Souza, destacou a importância da transparência no combate às doenças animais. “A transparência constitui condição essencial para o intercâmbio de animais e seus produtos no mundo globalizado em que hoje vivemos”.

Ele também lembrou em seu discurso que o combate de enfermidades em animais é importante para o ser humano. “A sanidade animal é, muitas vezes, precursora da saúde humana, do emprego e da renda. O respeito ao meio ambiente e a observância das normas de bem-estar animal, por exemplo, encontram-se estreitamente vinculadas à rentabilidade da atividade pecuária e ao desenvolvimento tecnológico” assinalou.

Gomes reafirmou o desejo do governo brasileiro de ter reconhecido o Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro) de Campinas (SP) como referência em gripe aviária e doença de Newcastle. “O Brasil, país membro da OIE desde a sua criação, em 1924, pretende somar-se a este esforço coletivo, propondo, nesta oportunidade, que seu Laboratório Nacional Agropecuário de Campinas possa colaborar com a OIE, na qualidade de referência internacional em diagnóstico de Influenza Aviária e doença de Newcastle”.

Por fim, o delegado ressaltou a relevância dos controles zoosanitários para o comércio mundial. “Após a criação da OMC, em 1995, houve progressiva redução das barreiras tarifárias aplicadas aos produtos de origem animal. Diante deste cenário, as medidas sanitárias ampliaram a sua importância no âmbito do comércio internacional de animais vivos e de produtos de origem animal”.

O secretário de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Santa Catarina, Gelson Sorgato, representando o governador do estado, lembrou que Santa Catarina pleiteia junto à OIE o reconhecimento como área livre de febre aftosa sem vacinação. “A grande expectativa dos criadores, agroindústrias e do governo estadual é que Santa Catarina receba em 2007, a certificação desta entidade mundial, contribuindo para uma maior participação do estado no mercado internacional, especialmente de carne suína e de aves”.

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