OIE quer erradicar febre aftosa na América do Sul

Agronegócio

OIE quer erradicar febre aftosa na América do Sul

A partir de 6 de dezembro, Brasil, Argentina e Paraguai recebem missão com cientistas e especialistas da OIE
Por: -Redação
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A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) quer erradicar a febre aftosa da América do Sul. A partir de 6 de dezembro, Brasil, Argentina e Paraguai recebem missão com cientistas e especialistas da OIE, da América do Norte e da Europa, que irá avaliar a defesa sanitária e dizer aos governos destes países quais as políticas de erradicação da doença mais eficazes e rápidas.

"Nosso objetivo final é acabar com a febre aftosa no continente americano. Mas temos que andar mais rápido, há países em situação bem pior que a do Brasil", diz o diretor geral da OIE, Bernard Vallat. Dos 167 países membros da OIE, 50 estão livres da febre aftosa sem vacinação. Na América do Sul, apenas o Chile.

O dirigente participa em Florianópolis (SC) da 18 Conferência da Comissão Regional da OIE para as Américas, evento que pela primeira vez é realizado no Brasil. O ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento, Luís Carlos Guedes Pinto, disse que o trabalho de erradicação precisa ser de todos os países. "É praticamente impossível acabar com a doença no Brasil, se o mesmo não ocorrer em todo o continente. Fazemos fronteiras com quase todos os países, com exceção do Chile e do Equador".

Guedes Pinto diz que a situação está controlada no Paraná e em Mato Grosso do Sul, estados que tiveram focos da enfermidade no final do ano passado, a fim de que possam recuperar o status de zonas livres de febre aftosa com vacinação. O ministro afirmou que em 2007, o governo federal vai investir R$ 195 milhões em sanidade animal, 35% a mais que neste ano. "A responsabilidade, porém, é também dos governos estaduais, municipais e fundamentalmente dos produtores que devem ter uma participação efetiva e consciente".

Para Guedes Pinto, a posição sanitária do Brasil frente ao mundo é altamente positiva. Há países, no entanto, que ainda fazem restrições. Caso típico do Japão que não importa carne de país que tenha febre aftosa. O Brasil exporta carnes para 182 países e as vendas mais do que dobraram nos últimos anos. Este ano, o agronegócio exportará US$ 46 milhões, sendo U$ 9 bilhões de carnes. O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e de aves e o quarto maior exportador de carne suína e tem o maior rebanho bovino comercial do mundo.

Vallat diz que a OIE procura convencer os governos que é importante investir mais nos serviços veterinários para controlar as enfermidades que aumentaram com a globalização e as mudanças climáticas. "Temos 120 países em desenvolvimento que não têm recursos e necessitam da solidariedade internacional, dos países ricos, que tenham interesse de ajudar os pobres e que não querem enfermidades em seu território", ressalta.

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