ONU elogia práticas de conservação de solo brasileiro

CONSERVAÇÃO DO SOLO

ONU elogia práticas de conservação de solo brasileiro

Uma das alternativas de conservação de solo e a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).
Por: -Gottems
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O representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Alan Bojanic, elogiou as práticas brasileiras de conservação de solo. O representante esteve presente em um evento promovido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em comemoração ao Dia Nacional da Conservação do Solo que aconteceu no domingo (15). 

Durante o painel "Atuação da FAO como fórum multilateral no fomento à conservação de solos no Brasil e no mundo”, o representante da ONU destacou que 95% dos alimentos brasileiros são oriundos da terra, o que torna a conservação extremamente importante. Segundo ele, 30% dos solos já estão desertificados ao redor do mundo e alerta que a América Latina tem 14% de suas áreas degradadas. “A conservação dos solos é um tema muito importante para a FAO. Em 2015, tivemos o Ano Internacional dos Solos para poder conscientizar a sociedade civil e os responsáveis pela tomada de decisões sobre a profunda importância do solo para a humanidade”, destaca. 

Bojanic também afirmou que ainda é preciso que as lideranças brasileiras divulguem mais as alternativas de produção baseadas na conservação do solo. A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) é uma dessas possibilidades, já que é uma estratégia de produção agropecuária que reúne diversas culturas e tem objetivo de aumentar a produtividade agrícola com foco na produção sustentável.  

Ele também destacou as ações desenvolvidas pela Parceria Mundial do Solo, que tem 400 integrantes e promove a gestão sustentável dos recursos do solo, buscando melhorar a governança global para garantir a produtividade sem impactar o meio ambiente. Bojanic fez um alerta de é preciso aumentar em 60% a produção de alimentos, pois as previsões são de que em 2050 a população mundial aumentará 29%. Ele acredita que isso pode ser feito através de incentivos governamentais ao produtor rural, feitos tanto em forma de cooperação técnica, quanto através da educação política e conscientização. 

 

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