Operação Boi Pirata II ultrapassa os 65 milhões de reais em multas

Agronegócio

Operação Boi Pirata II ultrapassa os 65 milhões de reais em multas

Deflagrada em julho, esta operação visa coibir a criação de gado em áreas desmatadas e queimadas ilegalmente na Amazônia
Por:
260 acessos

Com 50 autos de infração lavrados, as multas aplicadas pela Operação Boi Pirata II, em Novo Progresso/PA, chegam a R$65,21 milhões, até o momento. Deflagrada em julho, esta operação visa coibir a criação de gado em áreas desmatadas e queimadas ilegalmente na Amazônia, sobretudo, na Floresta Nacional do Jamanxim, criada em 2006, no oeste do Pará.

Um grande efetivo de agentes ambientais federais do Ibama, com o apoio da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Militar do Pará, e da Força Nacional de Segurança Pública, intensificam a cada dia os trabalhos, pois a meta a ser alcançada é a retirada de 15 mil cabeças de gado da Amazônia. Segundo o coordenador da operação, Leslie Tavares, essa é a quantidade de animais que se encontram na zona norte da unidade de conservação. ”Nós vamos alcançá-la, para isso estamos trabalhando sábados e domingos, incessantemente.”, completou. Até o momento, 6,2 mil cabeças de gado já deixaram a Flona.

O levantamento dos últimos dias da operação dá conta de 22 armas, entre elas uma espingarda de repetição calibre 12, dois rifle com mira telescópica e três veículos roubados apreendidos, entre outros materiais. Foram presos em flagrante 11 desmatadores, além de quatro fazendeiros do setor norte da Flona do Jamanxim que têm mandados de prisão expedidos contra si, deles, um encontra-se foragido. Foram estourados até agora nove acampamentos de grupos de desmatadores, em um desses acampamentos foram detidas 17 pessoas, entre elas uma mulher grávida acompanhada de um filho de pouco mais de um ano e meio. Os agentes ambientais federais do Ibama embargaram 15.135,71 hectares de área, por desmatamento ilegal ou queimada e apreenderam 1.000 m³ de madeira serrada e em tora, o que equivale a 58 caminhões carregados.

Para Tavares, os números demonstram a necessidade da operação. “A importância da Amazônia, a forma assustadora como ela está sendo degradada na região de Novo Progresso, impõem a urgência de agirmos com firmeza para mudar o cenário.” Ponderou.

A Operação Boi Pirata II não tem prazo para acabar.

Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink