NÃO CIENTÍFICA

Oposição aos transgênicos é mais "ideológica e irracional que científica"

Para Esther Samper, Mestre em Biotecnologia Biomédica pela Medizinische Hochschule Hannover
Por: -Leonardo Gottems
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Apesar dos benefícios que produtos agrícolas geneticamente modificados podem trazer, boa parte da população mundial ainda nutre desconfianças em relação à transgenia. Para Esther Samper, Mestre em Biotecnologia Biomédica e Doutora em Engenharia de Tecidos Cardiovasculares pela Medizinische Hochschule Hannover, esse medo é mais "ideológico e irracional que científico" e decorre do desconhecimento dos avanços científicos e seus benefícios.

Um desses avanços foi a liberação da comercialização do "arroz dourado" na Austrália e Nova Zelândia. Samper afirma que a venda desse arroz é um marco histórico para a transgenia pois ele é geneticamente modificado para a produção de beta-caroteno e foi criado para combater a grave deficiência de vitamina A em muitos países.  "A deficiência de vitamina A é um importante problema de saúde pública (estimado em 250 milhões de crianças afetadas) e causa, entre outras doenças, cegueira, problemas durante a gravidez e o aumento do risco de doenças infecciosas", explica.

Apesar de ser livre de patentes e gratuito para fins humanitários, o "arroz dourado" ainda enfrenta obstáculos de implementação como o controle rigoroso de cultivo e consumo. Para a especialista, partidos políticos e organizações realizaram campanhas muito agressivas contra os cultivos transgênicos e disseminam ideias que dificultam ainda mais a disseminação de fatos concretos. "Atualmente há uma infinidade de linhas de pesquisa que estão desenvolvendo plantas transgênicas ou animais potencialmente benéficos para a saúde da humanidade", pontua.

Segundo Samper, pesquisas avançaram tanto nos últimos anos que plantas geneticamente modificadas já podem ser consumidas por pessoas alérgicas e a chamada "fármaco molecular" é promissora em desenvolver drogas e vacinas mais eficazes e baratas. Ao que tudo indica, é questão de tempo e informação para que a transgenia se inclua cada vez mais no cotidiano das pessoas.

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