Outlook FIESP 2026: maior potencial de crescimento é o dos ovos

Agronegócio

Outlook FIESP 2026: maior potencial de crescimento é o dos ovos

Entre 2015 e 2026, a FIESP projeta expansão de 40% para os ovos
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No Outlook FIESP 2026 lançado no início desta semana, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo sugere que o maior índice de crescimento dos cinco principais produtos da produção animal brasileira – carnes bovina, de frango e suína, leite e ovos – pode estar reservado para estes últimos. Pois entre 2015 e 2026, frente a um incremento estimado em 24% para a carne bovina, em 25% para a carne de frango, em 32% para a carne suína e em 30% para o leite, a FIESP projeta expansão de 40% para os ovos.

Partindo de uma produção estimada em cerca de 97,5 milhões de caixas em 2015, o Outlook aponta que em 2026 a produção brasileira poderá chegar aos 136,6 milhões de caixas. E como, ao final desse período, as exportações continuarão representando menos de 1% da produção (tendem a crescer perto de 80% nestes próximos 10 anos, mas a previsão é a de que em 2026 não estejam muito além de 1,250 milhão de caixas), o setor continuará tendo por base o consumo interno. Neste caso é previsto que o consumo per capita passe de 14 dúzias (2015) para 18,1 dúzias, crescimento em torno de 30%.

Para a FIESP, no entanto, o que mais muda é o quadro das regiões brasileiras produtoras de ovos – o que faz com que o índice de expansão apontado (+40% em nível nacional) mude significativamente de região para região. Estimando que no corrente exercício estejam sendo produzidas perto de 102 milhões de caixas de ovos, o Outlook aponta que 47% dessa produção virão da Região Sudeste, 14% do Nordeste, 23% da Região Sul, outros 14% do Centro-Oeste e 2% da Região Norte.

Mas, para 2026, o apontado é, aproximadamente, 40% para o Sudeste, 19% para o Sul, 13% para o Nordeste, 2% para a Região Norte e 26% para a Região Centro-Oeste. Ou seja: a participação do Sudeste e do Sul recua entre 15% e 17% e a do Nordeste em cerca de 6%. A Região Norte permanece com a participação relativamente inalterada e, portanto, apenas a Região Centro-Oeste aumenta sua participação na produção brasileira. Neste caso, em mais de 85%. Levando em conta essas projeções, Sul e Sudeste tendem a um crescimento total, de 2016 para 2026, de pouco mais de 10%; o Nordeste, de cerca de 26%; a Região Norte, de 47%; e o Centro-Oeste, de algo em torno de 50%.


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