Países se unem contra prejuízos do café

Agronegócio

Países se unem contra prejuízos do café

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Representantes de alguns dos maiores países produtores de café unirão forças amanhã, com o objetivo de reorganizar o mercado mundial de compra e venda do grão. Ao final do Seminário Café – Novos Desafios e Oportunidades, que está sendo realizado em Brasília, será constituída a Frente Parlamentar Latino-americana e Caribenha do Café. Por meio dela, concorrentes que se viram prejudicados pelas altas e baixas no preço da saca – que geraram, só no Brasil, R$ 3,5 bilhões em prejuízos para os produtores, nos últimos quatro anos – vão buscar meios para evitar que a oscilação leve a cotações inferiores aos custos de produção das lavouras. Tomarão um cafezinho juntos e formarão a nova aliança os representantes do Brasil, Colômbia, Bolívia, Costa Rica, El Salvador, Equador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua e Peru.

O presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara e coordenador da Bancada de Apoio ao Agronegócio do Café, deputado federal Carlos Melles (PFL-MG), informa que a Frente Parlamentar levará à criação de um centro de inteligência para estudar e tentar prever a variação de preços do café no mundo. E a Frente ainda vai buscar fazer um ordenamento da safra e gerar um equilíbrio entre a oferta e a procura. Segundo Melles, se os produtores conseguirem reter de 20% a 30% da safra para venda posterior já dá para promover esse ordenamento e evitar que os preços sofram quedas bruscas. “Não queremos que a cotação chegue a US$ 250 ou US$ 300, mas só que contemple os custos da lavoura com produtividade média de 25 sacas por hectare”, diz o deputado, que também é presidente Cooperativa Regional dos Cafeicultores de São Sebastião do Paraíso (Cooparaíso) e produtor de café daquele município do Sul de Minas.

A atual cotação média de US$ 100 para a saca de 60 quilos seria razoável, se mantida estável, para cobrir os custos de produção. Isso, depois que os produtores conseguirem acabar com o endividamento do setor, pouco superior a R$ 2 bilhões, segundo Melles. Para ele, é necessária a reorganização política dos produtores porque nos últimos anos a liberdade completa do mercado internacional só favoreceu os países consumidores.


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